A doença de Newcastle é uma infecção viral altamente contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres. Pode causar a morte de até 100% das aves de um lote.
É provocada pelo Paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1), pertencente à família Paramyxoviridae. A transmissão ocorre principalmente pelo ar, por contato direto entre aves, ou contato com fezes, água, alimentos e equipamentos contaminados.
O impacto nas aves vão desde problemas leves até quadros graves com mortalidade de toda a granja, dependendo da força (virulência) da cepa. Segundo a Embrapa, a enfermidade pode atingir mais de 200 espécies que existem no Brasil.
Quais são os sintomas de Newcastle?
Os sinais incluem dificuldade para respirar, espirros, perda de apetite e diarreia esverdeada. As aves também podem apresentar asas caídas, problemas de coordenação e torção da cabeça e do pescoço.
Como ocorre a transmissão?
O vírus se espalha principalmente por gotículas de secreções respiratórias das aves infectadas. As fezes também podem transmitir a doença, de acordo com a Embrapa.
A prevenção inclui proteger as aves nas granjas e evitar contato com aves silvestres e outras espécies. Ao encontrar animais mortos ou com sinais suspeitos, a orientação é manter distância, não manuseá-los e acionar o Serviço Veterinário Oficial ou a secretaria municipal de Agricultura.
Histórico da doença de Newcastle no Brasil
Em 17 de julho de 2024, o Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) confirmou um foco da doença de Newcastle em uma granja de frangos de corte em Anta Gorda, no Rio Grande do Sul. As aves do estabelecimento foram eliminadas, e a região passou por medidas de contenção e vigilância para impedir a disseminação do vírus.
O governo comunicou o encerramento do foco à OMSA (Organização Mundial de Saúde Animal) em 25 de julho daquele ano. Na sequência, em 5 de agosto, foi declarado o fim do estado de emergência zoossanitária no estado.
O Brasil recuperou a condição de país livre da doença de Newcastle em aves comerciais a partir de 23 de outubro de 2024. A autodeclaração brasileira foi publicada pela OMSA em 19 de novembro, com validade retroativa à data de outubro, segundo o Ministério da Agricultura.

