Os contratos futuros do café arábica fecharam em forte alta na bolsa de Nova York na sessão desta segunda-feira (19). O vencimento para dezembro avançou 3,30%, cotado a US$ 3,15 por libra-peso, e atingiu o maior nível em seis semanas, segundo informações do Barchart.
A valorização foi impulsionada pelas preocupações com os possíveis impactos do fenômeno climático El Niño sobre a produção de café no Brasil e no Vietnã em 2027. A perspectiva de condições climáticas adversas nos dois principais países produtores aumenta a preocupação com a oferta global da commodity.
Na última sexta-feira (16), o Ministério da Agricultura do Vietnã alertou que o Planalto Central, principal região produtora de café do país, poderá enfrentar uma seca provocada pelo El Niño ainda neste ano e no início de 2027. A falta de chuvas pode prejudicar o desenvolvimento das lavouras e comprometer a produção vietnamita.
O cenário também preocupa o mercado em relação à safra brasileira, já que as condições climáticas podem provocar alterações nos padrões climáticos, com períodos de seca, chuvas intensas e oscilações de temperatura em diferentes regiões do mundo. Na América do Sul e na Ásia, essas condições podem afetar o desenvolvimento das lavouras e as perspectivas de produção de café.
Cacau
O cacau encerrou a sessão em alta na bolsa de Nova York e o contrato futuro para entrega em dezembro avançou 0,74%, cotado a US$ 5.687 por tonelada, após recuperar as perdas registradas no início do pregão. Segundo o Barchart, o movimento foi sustentado por sinais de redução da oferta da Costa do Marfim, principal produtor mundial da commodity.
Dados do governo marfinense mostram que os produtores entregaram 78.212 toneladas de cacau aos portos do país entre 1º e 18 de outubro, no início da temporada de comercialização. O volume representa uma queda de 41% em relação às 133.209 toneladas registradas no mesmo período do ano passado, indicando um ritmo menor de chegada da matéria-prima ao mercado.
Pelo lado da demanda, os indicadores de moagem apresentaram resultados distintos entre as principais regiões consumidoras. Na América do Norte, a Associação Nacional de Confeiteiros informou na última quinta-feira que o processamento de cacau recuou 2,5% no terceiro trimestre, na comparação anual, para 109.978 toneladas. O resultado contrariou as expectativas do mercado, que projetava estabilidade.
Açúcar
Os contratos futuros do açúcar encerraram o dia em baixa na bolsa de Nova York, com o vencimento para março fechando com queda de 1,34%, cotado a 20,57 centavos de dólar por libra-peso, pressionado pela perspectiva de aumento da oferta global.
Segundo informações do Barchart, um dos fatores que pesaram sobre as cotações foi a decisão do governo da Índia de determinar que as distribuidoras estatais de combustíveis interrompam, a partir de 1º de novembro, as compras de etanol produzido a partir da cana-de-açúcar. A medida pode direcionar uma parcela maior da matéria-prima para a fabricação de açúcar, ampliando a disponibilidade do produto no mercado.
No Brasil, as previsões de tempo quente e seco para esta semana no Centro-Sul, principal região produtora de açúcar do país, também contribuíram para a pressão sobre os preços. A redução das chuvas tende a favorecer o avanço da colheita da cana-de-açúcar e a retomada das operações de moagem nas usinas, o que pode elevar a produção de açúcar no curto prazo.
Suco de laranja
Os contratos futuros do suco de laranja para entrega em novembro fecharam o pregão em alta de 2,97% na Bolsa de Nova York, cotados a US$ 1,45 por libra-peso.
Algodão
Os contratos futuros do algodão para entrega em dezembro encerraram a sessão com valorização de 0,16% na bolsa de Nova York, cotados a 80,13 centavos de dólar por libra-peso.
Segundo o Barchart, entre os fatores observados pelo mercado, o petróleo bruto avançou US$ 1,66 por barril durante a sessão, enquanto o índice do dólar americano registrou alta de 0,137 ponto.
No mercado financeiro, dados semanais da CFTC (Comissão de Negociação de Futuros de Commodities) mostraram que os fundos de investimento ampliaram suas posições compradas líquidas em contratos futuros e opções de algodão. Na semana encerrada em 13 de outubro, os investidores adicionaram 1.862 contratos à posição, que alcançou 65.699 contratos.
https://stories.cnnbrasil.com.br/?post_type=web-story&p=626307

