A Hyundai acaba de colocar à venda na China um carro elétrico que chama atenção pelo preço e pela tecnologia. O problema para quem se interessou pelo modelo é que ele foi desenvolvido exclusivamente para o mercado chinês e não tem previsão de exportação.
O Ioniq V parte de 99.900 yuans, cerca de R$ 77 mil (na conversão direta), valor inferior ao de um Hyundai i20, lançado recentemente no mercado brasileiro.
O modelo inaugura uma nova estratégia da Hyundai no país asiático, com modelos elétricos desenvolvidos especificamente para aquele mercado.
O projeto faz parte de um investimento de 800 bilhões de yuans, aproximadamente R$ 605 bilhões, que prevê o lançamento de 20 veículos nos próximos cinco anos. A produção será realizada na China em parceria com a BAIC.

Visual disruptivo e bastante espaço interno
O Ioniq V não se encaixa facilmente em uma categoria tradicional. O modelo tem elementos de crossover, mas a carroceria baixa e alongada lembra um cupê de quatro portas.
São 4,90 metros de comprimento, 1,89 m de largura e 2,90 m de entre-eixos. A altura é de apenas 1,47 m, o que deixa a carroceria mais próxima de um sedã do que de um SUV convencional.
A dianteira e a traseira seguem a atual linguagem visual da Hyundai, com conjuntos ópticos estreitos e uma série de vincos na carroceria. O desenho faz parte da identidade visual chamada pela marca de “Art of Steel”.
Por dentro, o destaque é uma enorme tela de 27 polegadas com resolução 4K. O painel ocupa boa parte da extensão da dianteira e se estende da região central até a frente do passageiro. O quadro de instrumentos digital fica separado e posicionado próximo ao para-brisa.

O Ioniq V será oferecido no mercado chinês com duas opções de potência: 190 cv e 228 cv. As baterias têm capacidades de 53,4 kWh e 66,8 kWh, respectivamente.
Com a bateria menor, a autonomia declarada é de até 540 km, enquanto a configuração de maior capacidade chega a 650 km.
Os números, porém, utilizam o ciclo de homologação chinês CLTC. Por isso, não podem ser comparados diretamente com os resultados de autonomia obtidos pelo padrão brasileiro do Inmetro ou pelo ciclo europeu WLTP.
Carro elétrico popular vai dar certo na Europa? E no Brasil?

