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Dia da MPB: veja cinco artistas da nova geração que mudaram o gênero

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Dia da MPB: veja cinco artistas da nova geração que mudaram o gênero

Comemorado no dia 17 de outubro, o Dia da Música Popular Brasileira celebra uma tradição que se recria constantemente ao longo das décadas. Nos últimos anos, uma nova safra de compositores e intérpretes assumiu a missão de expandir os horizontes do gênero, misturando referências clássicas a batidas contemporâneas, ritmos regionais e produções urbanas para dar uma nova cara à identidade musical do país.

A MPB atual se renova na voz de artistas que desafiam rótulos e misturam ritmos e referências em uma leitura própria da música nacional. Conheça cinco nomes da nova cena brasileira que vêm redefinindo os caminhos da nossa música.

Luedji Luna

A baiana Luedji Luna é um dos nomes mais proeminentes da nova MPB. Com 39 anos, ela tem uma vitória no Grammy Latino em “Melhor Álbum de Música Popular Brasileira”, pelo disco “Um Mar Para Cada Um”, lançado em 2025. Parte do álbum foi gravada em Nairóbi, no Quênia, e outra em São Paulo, em um projeto que ela descreve como “um recado de amor na perspectiva de mulheres pretas”.

“Meu trabalho tem composições minhas e de outras mulheres negras, com discursos e poéticas. Estamos em um país em que nossas vozes são apagadas. Não se espera de uma mulher negra saber, ter conhecimento e produzir escrita. Então este é um disco que rompe paradigmas em vários níveis. Ir para o Grammy com este trabalho específico é muito simbólico”, afirmou em entrevista à CNN Brasil.

Melly

Nascida em Salvador, na Bahia, aos 23 anos foi indicada a Melhor Álbum Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa ao Grammy Latino 2024, com o disco de estreia “Amaríssima”. A voz potente e melodiosa da soteropolitana lhe rendeu parcerias com Anitta, em seu novo disco “Equilibrium”, Junior, Baiana System, Emicida e Liniker.

Em seu segundo disco, “Mais Forte que a Dúvida”, Melly foca nos diferentes significados de Música Popular Brasileira, absorvendo sonoridades como o pagodão, arrocha e ritmos regionais.

Zaynara

Nascida em Cametá, nordeste do Pará, Zaynara conquistou sua primeira indicação ao Grammy Latino em Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa pelo disco “Amor Perene”, seu segundo álbum de estúdio. Criado na beira do rio, o disco fala sobre ser paraense e experimenta a sonoridade do beat melody.

Chico Chico

Chico Chico tem conquistado cada vez mais espaço na nova MPB. Filho de Cássia Eller e Tavinho Fialho, o músico herdou a veia musical e a potência vocal da mãe, dando um toque pessoal em interpretações de músicas da mãe. Ele tem três indicações no Grammy Latino, sendo uma em 2026 em Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa, pelo seu novo disco “Let It Burn/Deixa Arder”.

Yago Oproprio

Vindo da Zona Leste de São Paulo, Yago mistura ritmos do rap, boom bap, samba, R&B e MPB. Em 2024, ele foi indicado ao Grammy Latino em Melhor Interpretação Urbana em Língua Portuguesa, pela faixa “La Noche”, de seu primeiro disco, “Oproprio”.

Yago começou a carreira de forma independente, lançando faixas em plataformas digitais. Neste ano, ele fez parte do line-up do Rock in Rio no Palco Supernova.

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