A presença de umidade e mofo nas residências pode ter origens distintas, causadas por falhas na ventilação, infiltrações estruturais ou absorção de água pelo solo.
A umidade por condensação ocorre quando há elevada umidade do ar interior, baixa temperatura nas superfícies e má ventilação. É frequente em banheiros e cozinhas, gerando vidros embaçados, odor característico e formação de mofo.
O técnico de diagnóstico Francisco Pacheco explica que limpar o bolor vivo com água sanitária deve ser evitado, pois o fungo se alimenta de água e se espalha no processo. A prioridade para conter esse problema é manter a umidade relativa do ar abaixo de 55% e utilizar ventilação mecânica ou desumidificadores.
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Umidade por infiltração e capilaridade
A umidade por infiltração surge quando a água entra em contato direto com a parede ou teto devido a rachaduras, goteiras, canos danificados ou falhas em janelas. Nesses casos, a solução exige identificar a origem do vazamento e realizar o conserto estrutural.
Já a umidade por capilaridade ascendente manifesta-se de baixo para cima nas paredes devido ao mau isolamento com o solo, formando salitre acima do rodapé e fazendo a tinta descascar.
Para tratar a capilaridade, a técnica recomendada inclui a injeção de resinas epóxi. Em garagens ou subsolos, ocorre a infiltração lateral por estanquidade abaixo do nível do solo, corrigida com barramentos e impermeabilização.
A identificação precisa da origem da umidade antes de iniciar reparações evita reformas desnecessárias e gastos com pinturas superficiais que não eliminam a causa raiz.
O diagnóstico correto direciona o tratamento adequado para cada tipo de manifestação estrutural.
*Publicado por Beto Souza da CNN Brasil

