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“Momento certo para Zelensky peitar Trump é agora”, diz especialista

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
“Momento certo para Zelensky peitar Trump é agora”, diz especialista

A situação da Ucrânia no conflito com a Rússia foi descrita pelo CEO da Arko Advice Internacional, Thiago de Aragão, como extremamente difícil, marcada pela escassez de mísseis Patriot, falhas no acesso ao Starlink e um apagão de inteligência.

Diante desse cenário, o especialista avalia que este é o momento mais propício para o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pressionar o presidente americano, Donald Trump. Ao WW, Aragão explicou que a conjuntura política americana cria uma janela de oportunidade para a Ucrânia.

“Se tem um momento de peitar o Trump é esse, justamente pela situação também complicada do presidente americano por conta das eleições, onde ele deve perder a Câmara dos Deputados e periga perder também o Senado”, afirmou o analista.

Zelensky e o ressentimento contra Trump

Aragão destacou ainda que Zelensky enfrenta uma contradição: ao mesmo tempo em que depende do apoio americano, vê os Estados Unidos comprando combustível da Rússia — o oposto do que havia sido acordado. Para o especialista, isso explica o tom mais agressivo adotado pelo líder ucraniano.

Em entrevista ao Financial Times, Zelensky teria afirmado que Trump gosta do presidente russo, Vladimir Putin, porque ele aprecia líderes que permanecem no poder por 20, 30 ou 40 anos, por considerá-los homens fortes, além de acrescentar que Trump “gosta dos autoritários e dos ricos”.

Durante o primeiro mandato de Trump, uma conversa gravada entre ele e Zelensky revelou que Trump teria pressionado o ucraniano a buscar informações comprometedoras sobre o filho de Joe Biden — que integrava o conselho da Burisma, maior empresa de energia da Ucrânia — em troca da liberação de US$ 600 milhões para a compra de armas americanas.

O episódio resultou na abertura de um processo de impeachment pela Câmara, que não foi aprovado pelo Senado. “E desde então ele odeia o Zelensky”, disse o analista de Internacional da CNN Lourival Sant’Anna.

Europa reforça apoio à Ucrânia

O endurecimento do tom não veio apenas de Zelensky. Friedrich Merz, chanceler da Alemanha, utilizou uma expressão de forte carga simbólica em alemão para declarar que seu país não está apenas defendendo a Ucrânia, mas a própria ordem política da Europa, atacada pela Rússia.

O presidente francês, Emmanuel Macron, também tem sustentado que a Europa não pode permitir que a Rússia vença. O Reino Unido, por sua vez, mantém de forma consistente seu apoio à Ucrânia.

Contudo, Lourival Sant’Anna ponderou que os recursos europeus não têm a mesma magnitude nem a mesma qualidade dos americanos para enfrentar a Rússia, em razão de uma divisão de tarefas estabelecida no âmbito da OTAN ao longo da Guerra Fria e no período posterior a ela.

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