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À CNN, Sanderson cobra Alcolumbre sobre prioridade para PEC da Segurança

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
À CNN, Sanderson cobra Alcolumbre sobre prioridade para PEC da Segurança

Durante entrevista à CNN Brasil nesta sexta-feira (16), o deputado federal e senador eleito Sanderson (PL-RS) fez críticas à postura do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e, em especial, após a decisão de retirar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública de votação nesta quinta-feira (15).

Após o senador Rogério Marinho (PL-RN) apresentar uma emenda ao texto que incluía a redução da maioridade penal, seguida de uma proposta similar de Camilo Santana (PT-BA), o presidente do Senado removeu o texto da análise decorrente de uma falta de consenso entre os líderes das siglas.

Para Sanderson, “questões políticos-eleitorais” foram os reais motivos para que a análise do texto não acontecesse, com um suposto alinhamento entre Alcolumbre e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que favoreceria o governo.

“Como disse ontem, o senador Rogério Marinho, ele está a serviço do Planalto, está a serviço do Lula, não está a serviço da população”, disse.

Após retirada da PEC da pauta do dia, Marinho e Alcolumbre tiveram uma breve discussão sobre a decisão do presidente da Casa, que justificou ao parlamentar a retirada por uma “decisão da presidência”.

Tal fala foi vista por Sanderson como “ditatorial”.

“O presidente do Senado foi de uma arrogância que chamou a atenção de todos. Todo mundo ficou abismado com a arrogância, com o espírito ditatorial do senador, presidente do Senado, Davi Alcolumbre”.

O deputado ainda falou que faltou ao presidente da Casa Alta entender o seu “poder” diante da população em uma votação de uma pauta que é de importância para toda a população.

“E aí vai uma crítica diretamente — eu estou deputado federal, mas também estou senador eleito —, então já dirijo as minhas críticas ao presidente do Senado, que perdeu uma grande oportunidade de uma questão séria, de uma questão que é clamor da população brasileira, que é a insegurança pública”, disse.

Sanderson também fez críticas à versão inicial da PEC encaminhada pelo Executivo, que seria “muito pobre no aspecto técnico” e necessitou de aperfeiçoamento dos parlamentares, e que se chegou a um “bom termo”. Segundo ele, na proposta inicial, havia uma proposta clara de “centralização do poder” no Ministério da Justiça.

Reeleições de Motta e Alcolumbre

Dado o contexto das falas e críticas, Sanderson apostou em uma não recondução de Alcolumbre à presidência do Senado no próximo ano. Para ele, o líder da Casa precisa ter uma visão centrada no futuro e independente, não sendo “capacho do presidente da República, seja o presidente da República quem for”.

“Eu acho que Davi Alcolumbre não tem mais espaço, não tem mais clima para continuar à frente do Senado, sobretudo por essas últimas medidas que ele adotou nos últimos dias”, disse.

Sobre a reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) à Câmara dos Deputados, o senador adotou uma postura de diálogo e falou de “equilíbrio e parcimônia”, não cravando um apoio formal, mas sim a possibilidade de discussões com todas as alas da Casa Baixa e negociações pela presidência do Senado.

No entanto, o senador eleito deixou claro que o assunto só deve ser debatido após o resultado do segundo turno, principalmente caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ganhe a corrida presidencial no dia 25 de outubro.

“A partir do dia 26, nós vamos sentar e avaliar qual o cenário: ‘Ah queremos a presidência do Senado’, não tem problema. Dá muito bem para negociar, dialogar e transigir a questão da presidência da Câmara. Então, a política exige parcimônia, exige equilíbrio e exige tolerância, e não intolerância. A política não tem espaço para arrogância”, completou.

*Sob supervisão de Lucas Schroeder