A jurista sul-africana Navi Pillay, vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 2026, concedeu uma entrevista exclusiva à CNN na qual falou sobre a guerra em Gaza e sobre a sensação de ter recebido a distinção. Pillay também rebateu diretamente as críticas feitas pelo presidente americano Donald Trump ao comitê do Nobel.
Após o prêmio, Trump afirmou que a Noruega ficará “manchada” com a decisão e declarou que ele próprio seria o candidato mais merecedor do Nobel da Paz. Pillay, no entanto, contestou firmemente essas afirmações.
“Ele sugere que o prêmio deveria ter sido concedido a ele, que ele conseguiu estabelecer a paz em cerca de oito regiões. Para começar, nada disso é verdade. É pura ficção dizer que ele resolveu esses conflitos”, afirmou.
Ela citou como exemplos conflitos que continuam em curso na África, além da guerra entre Ucrânia e Rússia. “Portanto, essa alegação não tem fundamento algum”, declarou a jurista.
Razões do prêmio
Pillay destacou que não solicitou nem se candidatou ao prêmio, mas sim que foi indicada. Para ela, as razões da premiação são de grande importância.
“Foi pelo meu trabalho na promoção dos direitos humanos, na proteção e no avanço dos direitos humanos, e principalmente pelas decisões judiciais que proferi”, afirmou.
Ela também mencionou seu papel como juíza na Corte Internacional de Justiça, ressaltando que continuará com seu trabalho. “Este prêmio, sem dúvida, fortalecerá a minha capacidade de dar seguimento às atividades que venho fazendo”, concluiu.

