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Trump cancela transmissão ao vivo de execução de autor de ataque a tiros

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Trump cancela transmissão ao vivo de execução de autor de ataque a tiros

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cancelou a transmissão ao vivo da execução de Nidal Hasan, ex-major do Exército americano que matou 13 pessoas em Fort Hood.

Nesta quinta-feira (15), ele afirmou que vetou a decisão de seu secretário de Defesa, Pete Hegseth, que pretendia transformar o ato em um espetáculo público.

Hegseth havia anunciado no início deste mês que Hasan será executado por um pelotão de fuzilamento no dia 3 de dezembro, em Fort Hood, no Texas — local do ataque cometido por Hasan em 2009.

O anúncio surpreendeu muitos cidadãos dos EUA, pois também previa uma transmissão ao vivo. Não se tem notícia de nenhum outro país que televise ou transmita ao vivo execuções.

“Acredito que transmitir a execução para que todos vissem poderia ter servido como um forte elemento de dissuasão, mostrando ao mundo como a América lida com terroristas e escória como Hasan”, escreveu Trump em uma rede social.

“No entanto, muitas pessoas boas e bem-intencionadas prefeririam não vê-lo morrer — seja por meio de uma transmissão ao vivo ou qualquer outro recurso visual. Ele morrerá, conforme programado, por um pelotão de fuzilamento, mas o evento não será transmitido”, adicionou.

As famílias das vítimas de Hasan poderão acompanhar a execução presencialmente, caso desejem — um procedimento padrão em ações desse tipo nos Estados Unidos.

Alguns integrantes do Partido Republicano, incluindo o vice-presidente JD Vance, além de líderes religiosos e observadores internacionais, expressaram ressalvas quanto ao plano do Pentágono de realizar a transmissão ao vivo.

Pesquisas recentes também indicaram que a maioria dos americanos se opunha à ideia.

O arcebispo Timothy Broglio, responsável pela assistência espiritual aos militares católicos das Forças Armadas dos EUA, também manifestou objeções, enquanto o papa Leão condenou a pena de morte em todas as suas formas.

O anúncio de Hegseth ocorreu em um momento em que a pena de morte volta a ser alvo de críticas, após o caso de Christa Pike.

Ela foi condenada por homicídio na década de 1990 e sobreviveu a uma tentativa de execução no Tennessee neste mês, resultando em ferimentos graves que exigiram sua hospitalização.

Hasan, ex-psiquiatra do Exército dos EUA, foi considerado culpado em um julgamento militar por ter matado, a tiros, 13 pessoas em Fort Hood, no Texas, em 2009.

Hegseth havia argumentado que a transmissão da execução era necessária para garantir que as pessoas compreendessem que “existem consequências graves para esse tipo de ato”.

Um porta-voz do Departamento de Defesa não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

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