O serviço de segurança russo FSB informou, nesta quinta-feira (15), que deteve um cidadão sueco suspeito de planejar ataques e sabotagens em nome da Ucrânia.
Ele teria entrado na Rússia sob o pretexto de querer ingressar no exército russo.
O FSB declarou que o homem, de 35 anos, foi acusado de cruzar a fronteira ilegalmente e poderá enfrentar acusações adicionais relacionadas a terrorismo.
O órgão divulgou um vídeo contendo uma suposta confissão, na qual o homem — que se identificou como Freddy Lindholm, de Estocolmo — afirmou ter vindo à Rússia para utilizar drones FPV (com visão em primeira pessoa) na execução de “ataques terroristas” e atos de sabotagem.
O Ministério das Relações Exteriores da Suécia informou estar ciente das notícias sobre a detenção, mas afirmou que, no momento, não está envolvido no caso.
Não houve comentários imediatos por parte da Ucrânia.
Falando em inglês, o homem relatou ter assinado um contrato, na cidade ucraniana de Ternopil, com o Batalhão Aidar — unidade vinculada ao exército ucraniano — e ter passado por um treinamento no uso de drones FPV para fins de vigilância.
A televisão estatal russa exibiu uma cópia de um contrato que ele teria assinado com o Ministério da Defesa da Ucrânia.
Segundo o FSB, o homem foi detido na região de Pskov, no oeste do país, próximo às fronteiras com a Letônia e a Bielorrússia.
“Sob o pretexto de ingressar nas fileiras das Forças Armadas russas, ele viajou para a Federação Russa com o objetivo de realizar atos de sabotagem e terrorismo contra instalações militares”, afirmou o serviço de segurança.
A declaração alega que, entre fevereiro e junho, o homem atuou sob contrato como comandante de drones ucranianos, integrando o que o FSB classificou como uma organização terrorista.
Desde o início da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, o FSB recebeu do presidente Vladimir Putin a incumbência de intensificar a vigilância contra espiões e sabotadores estrangeiros.
Na terça-feira (13), o FSB anunciou a detenção de um jornalista japonês no Extremo Oriente russo, sob a suspeita de espionagem.
Nesta quinta-feira (15), a política japonesa Sanae Takaichi negou que Tóquio estivesse conduzindo atividades de espionagem na Rússia.

