⚡ Últimas

Na Bahia, Alckmin defende redução da maioridade penal para crimes graves

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Na Bahia, Alckmin defende redução da maioridade penal para crimes graves

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou, nesta quinta-feira (15), ser favorável à redução da maioridade penal para crimes graves.

A fala ocorre um dia após a oposição ter apresentado uma emenda à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública sugerindo reduzir a maioridade penal, uma das principais bandeiras encampadas pelo senador e candidato à Presidência pelo PL (Partido Liberal), Flávio Bolsonaro.

“Defendo a redução da maioridade, defendo 16 anos para crimes graves, como latrocínio, homicídio, crimes contra a vida. É possível”, afirmou Alckmin durante agenda de campanha em Salvador, ao lado do governador reeleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).

Alckmin também celebrou a aprovação da PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1.

Na agenda, Alckmin repercutiu a mudança de postura de Flávio Bolsonaro e do PL, a princípio contrários à aprovação do fim da 6×1 e defensores do pagamento por horas trabalhadas, além de mais liberdade para empregados e empregadores poderem negociar.

Apesar disso, Flávio e o PL votaram a favor da aprovação da matéria no Senado Federal, na quarta-feira (14).

Como mostrou a CNN Brasil, o senador já sinalizou a aliados e empresários que, caso eleito, deve revisar a mudança.

“Eles votaram por medo eleitoral e têm a ideia de mudar em seguida. Vamos ficar atentos à verdade, queremos fazer justiça para que o trabalhador possa estudar e cuidar da saúde e da casa”, analisou Alckmin.

Justiça Eleitoral

Nesta semana, a campanha de Lula acusou a Meta, dona do Instagram, WhatsApp e Facebook de “tratamento desigual” e irregularidade em entregas de conteúdos nas mídias digitais.

Ele se disse preocupado com os casos: “A Justiça eleitoral foi uma conquista, então é preciso ter isenção e segurança jurídica. É isso que se espera”.

Ajuste fiscal

Questionado sobre um ajuste fiscal num eventual quarto mandato de Lula, Alckmin declarou que um corte de gastos não pode atingir os aposentados.

“Não é possível fazer um ajuste fiscal em cima do aposentado: 70% ganham um salário mínimo. Às vezes, eles não têm casa própria, são idosos e têm doenças, e você quer tirar deles R$ 40? Não, vamos fazer ajuste fiscal em cima dos supersalários, dos privilégios”.