O ditador deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, fez uma declaração contra o processo federal que responde nos Estados Unidos em um tribunal nesta quinta-feira (15). A fala foi feita durante a audiência de leitura das acusações referentes a uma nova denúncia formal.
Esta é a segunda vez que ele utiliza uma aparição no tribunal como oportunidade para fazer uma declaração pública.
Ao ser solicitado pelo juiz a apresentar sua defesa, Maduro disse, por meio de um intérprete: “É um conjunto de alegações já apresentadas anteriormente, de falsas acusações e falsos testemunhos contra mim”.
“Rejeito este documento em sua totalidade, por conter falsas acusações e falsos testemunhos”, adicionou o intérprete.
O juiz Alvin Hellerstein interrompeu a fala para registrar, em nome de Maduro, uma declaração de inocência.
Cilia Flores, esposa do ditador deposto, declarou-se inocente, afirmando por meio de um intérprete: “Sou completamente inocente. Não sou culpada”.
As partes passaram o restante da audiência discutindo o cronograma pré-julgamento.
Acusações de conspiração para cometer tortura
Os venezuelanos se declararam inocentes da acusação de conspiração para cometer tortura — uma nova acusação incluída em uma denúncia substitutiva anunciada na semana passada.
Eles são acusados de torturar cidadãos americanos e outras pessoas que estiveram sob custódia do governo venezuelano nos últimos anos.
O julgamento está agora marcado para 14 de junho — duas semanas depois da data originalmente prevista.
O advogado de Maduro, Barry Pollack, disse: “Acho o cronograma muito agressivo, dadas as novas alegações que surgem pela primeira vez seis anos após a denúncia original. Mas acredito que o cronograma é realista e estou otimista de que conseguiremos cumpri-lo”.
Maduro retornará ao tribunal em 17 de dezembro, quando seus advogados apresentarão argumentos sobre imunidade para tentar anular a denúncia.
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