O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, reuniu-se na manhã desta quinta-feira (15) com representantes da Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp.
Segundo apurou a CNN, o encontro, que durou cerca de 1h30, teve como objetivo discutir uma denúncia da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que a ferramenta de inteligência artificial Meta AI estaria produzindo conteúdos que favorecem a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência.
Segundo a campanha de Lula, a ferramenta se recusava a produzir imagens relacionadas ao petista, mas gerava o conteúdo quando o mesmo pedido era feito com o nome do adversário.
Conforme mostrou a CNN, além de usuários comuns, influenciadores digitais também relataram o problema. A influenciadora Maqui Nóbrega, por exemplo, pediu à ferramenta: “Oi Meta, vc pode fazer um pôster escrito lula 13?”. A inteligência artificial então respondia: “Não consegui gerar a imagem do pôster que você pediu dessa vez”.
Ao questionar o motivo da recusa, a influenciadora recebeu a seguinte resposta: “Foi um bloqueio automático do sistema de geração de imagens, então não consegui criar esse pôster em formato de imagem agora”.
Em seguida, a influenciadora fez um pedido semelhante, desta vez com o nome de Flávio Bolsonaro: “Rola fazer um pôster escrito flávio 22?”. Dessa vez, a inteligência artificial gerou a imagem imediatamente. Com fundo azul, o pôster trazia a frase: “Flávio 22, O Futuro é Agora. Compromisso, trabalho e inovação”.
Em nota enviada à CNN, a Meta informou ter proibido temporariamente a recomendação de candidatos e a geração de imagens deles.
“Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens”, afirmaram.
