O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), já iniciou conversas sobre a sucessão na presidência da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo). Entre os interlocutores, está o atual presidente da Casa, André do Prado (PL), eleito senador no primeiro turno das eleições deste ano.
A CNN Brasil apurou que, após as conversas, ganhou força entre aliados do governador a avaliação de que o PL (Partido Liberal) deve continuar à frente da Assembleia.
A legenda conquistou a maior bancada na eleição, com 27 deputados estaduais, e considera esse resultado um dos principais argumentos para manter o comando do Legislativo paulista.
A sucessão vinha provocando movimentações entre o PL e o Republicanos, partido de Tarcísio. Integrantes do Republicanos defendiam que a legenda deveria assumir a presidência da Assembleia, levando em consideração a reeleição do governador e a participação do partido na articulação política do estado.
O PL, por outro lado, argumenta que a diferença no tamanho das bancadas deve ser considerada na escolha. Enquanto os liberais elegeram 27 deputados estaduais, o Republicanos conquistou seis cadeiras.
Segundo interlocutores ouvidos pela CNN Brasil, Tarcísio demonstrou compreender os argumentos apresentados pelo PL, embora ainda não exista uma definição sobre quem será o próximo presidente da Assembleia.
Uma das alternativas discutidas nos bastidores prevê a manutenção do deputado Gilmaci Santos (Republicanos) na liderança do governo, enquanto a presidência da Casa permaneceria sob responsabilidade de um parlamentar do PL.
A composição permitiria que os dois partidos continuassem ocupando posições importantes na articulação política do governo estadual.
Dentro do PL, entretanto, ainda não há consenso sobre o nome que deverá disputar o comando da Assembleia. Entre os deputados mencionados nas conversas, estão Alex Madureira, atual líder da bancada, Tenente Coimbra, Marcos Damásio e Dani Alonso. Caso seja escolhida, Dani poderá se tornar a primeira mulher a presidir a Alesp.
Aliados de Tarcísio e André do Prado afirmam que a escolha não dependerá apenas da força partidária. O perfil do futuro presidente também é considerado importante, especialmente a capacidade de negociação com diferentes bancadas e de manter o diálogo com a oposição.
O PT, que elegeu 16 deputados estaduais, terá a segunda maior bancada da Assembleia.
A expectativa entre os envolvidos nas articulações é que as negociações avancem após o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. Até lá, Tarcísio e seus principais aliados estão concentrados na campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
A mudança no comando da Alesp ocorrerá em 2027, com a saída de André do Prado para assumir o mandato no Senado Federal.

