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Dinamarca diz que exploração dos EUA na Groenlândia precisa respeitar leis

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Dinamarca diz que exploração dos EUA na Groenlândia precisa respeitar leis

O Ministério das Relações Exteriores da Dinamarca afirmou nesta quarta-feira (14) que, caso os EUA desejassem explorar os recursos da Groenlândia, teriam que seguir legislação da ilha ártica, acrescentando que o acordo assinado no mês passado entre as três partes não altera essa situação.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que uma “exploração em grande escala de petróleo, gás e minerais” estava prestes a começar na Groenlândia — uma declaração polêmica sobre um território que tem resistido aos seus esforços para controlá-lo e proibiu novas perfurações em busca de petróleo bruto.

Trump descreveu a ilha ártica dinamarquesa, administrada por um governo semiautônomo, como “nossa nova e bela Groenlândia” em uma postagem nas redes sociais que elogiava o que ele chamou de ganhos dos EUA decorrentes de um acordo de segurança assinado em setembro.

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O Ministério das Relações Exteriores da Dinamarca afirmou em comunicado que “o acordo não concede aos investidores dos EUA qualquer tratamento preferencial em comparação com investidores de outros países da Otan, da União Europeia e de parceiros da Otan no que diz respeito ao acesso aos recursos naturais da Groenlândia”.

O gabinete do primeiro-ministro da Groenlândia se recusou a comentar a declaração de Trump, enquanto o Ministério de Recursos Minerais da Groenlândia não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário.

Acordo entre EUA, Dinamarca e Groenlândia

No mês passado, Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia chegaram a um acordo para tentar reduzir as tensões após as ameaças de Trump de anexar a ilha, considerada estratégica por sua localização no Ártico.

Na ocasião, Trump afirmou que o entendimento concedia aos Estados Unidos “controle permanente” sobre a segurança da Groenlândia. O texto do acordo, porém, começa reconhecendo a soberania dinamarquesa e o direito dos groenlandeses à autodeterminação.

O documento prevê pequenas alterações em um tratado de 1951 que autoriza os Estados Unidos a manter tropas na ilha como parte da defesa da Otan. Também abre caminho para a instalação de novas bases americanas e prevê acesso militar dos EUA caso a Groenlândia se torne independente da Dinamarca.

Embora mencione a cooperação na área de minerais e no desenvolvimento econômico e comercial, o acordo não cita explicitamente a exploração de petróleo ou gás.

Em sua publicação de quarta-feira, Trump voltou a justificar o interesse americano na ilha por razões de segurança. “Qualquer ataque futuro aos Estados Unidos terá de passar pela Groenlândia, onde nossa defesa derrubará rotineiramente drones, mísseis ou qualquer outro tipo de arma ainda nem sequer concebido”, escreveu.

A CNN informou que procurou a Casa Branca, o gabinete do primeiro-ministro da Dinamarca e a Autoridade de Recursos Minerais da Groenlândia para comentar as declarações.

Entenda o acordo de segurança assinado por EUA, Groenlândia e Dinamarca

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