A brasileira Mary Hellen, condenada a nove anos e seis meses de prisão por tráfico de drogas na Tailândia, retornou ao Brasil em 5 de setembro, após cumprir a pena e receber o perdão real.
De acordo com a defesa, a medida concedida pelas autoridades tailandesas possibilitou o retorno da brasileira ao país.
Na nota, a defesa afirmou que acompanhou o caso e buscou oferecer suporte à brasileira ao longo do processo.
A defesa também relata obstáculos no acompanhamento da situação, incluindo dificuldades de acesso e limitações na assistência consular prestada pela Embaixada do Brasil.
O relato da advogada não detalha quais foram as dificuldades enfrentadas nem apresenta episódios específicos relacionados ao atendimento consular.
Procurado, o Ministério das Relações Exteriores informou que a Embaixada do Brasil em Bangkok tomou conhecimento do caso em 2022 e prestou assistência consular à brasileira.
O Itamaraty explicou que o atendimento consular ocorre a partir do contato do cidadão interessado ou, dependendo da situação, de familiares. A pasta acrescentou que a atuação segue a legislação brasileira e internacional.
Por razões de privacidade, de acordo com a Lei de Acesso à Informação e o decreto 7.724/2012, o ministério não forneceu detalhes sobre os serviços prestados a Mary Hellen.
Relembre o caso: brasileira havia sido condenada em 2022
Mary Hellen foi condenada pela Justiça tailandesa a nove anos e seis meses de prisão por tráfico de drogas, após ser flagrada com 9 quilos cocaínano aeroporto de Bangkok, junto a dois outros jovens, em 2022.
O caso teve repercussão no Brasil uma vez que a legislação da Tailândia prevê que os casos de tráfico de drogas podem ser punidos até com pena de morte.
Neste momento, a prioridade, segundo a advogada, é a reintegração de Mary Hellen à vida familiar e pessoal. Antes de ser presa, ela era moradora de Pouso Alegre, em Minas Gerais.
A defesa pediu respeito à privacidade da brasileira durante o período de readaptação.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

