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Após vídeos ligando PM ao CV, outro policial é alvo de ação contra milícia

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Após vídeos ligando PM ao CV, outro policial é alvo de ação contra milícia

Um policial militar é alvo, nesta quarta-feira (14), de uma operação contra a milícia liderada por Juninho Varão, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O agente é suspeito de colaborar com a estrutura criminosa responsável por cobranças ilegais, ameaças e intimidações contra moradores do condomínio Jardim Guandu. A ação ocorre um dia após outra operação da Polícia Civil identificar indícios de ligação entre policiais militares e integrantes do CV (Comando Vermelho), em um esquema de tráfico de drogas e armas.

Na operação de hoje, a Polícia Civil tenta cumprir mandados de prisão contra dois suspeitos apontados como integrantes da milícia e realiza buscas contra outros investigados, entre eles o policial militar Carlos Luis Torres Correia, conhecido como “Carlão”. Segundo as investigações, ele teria influência na administração do condomínio e mantinha contato com integrantes do núcleo de comando do grupo.

Ao todo, nove integrantes da estrutura criminosa foram identificados. A investigação aponta que os milicianos dividiam tarefas para controlar os pagamentos e prestar contas à organização. A polícia também apura a morte de um morador que teria se recusado a pagar a mensalidade exigida pelo grupo. Segundo as informações investigativas, ele foi retirado de casa por homens armados, levado até o Rio Guandu e executado.

Operação anterior apontou ligação de PMs com o Comando Vermelho

Na terça-feira (13), a Polícia Civil realizou uma operação contra uma rede suspeita de abastecer o Comando Vermelho com drogas e armas. A investigação, conduzida pela DRE – CAP (Delegacia de Repressão a Entorpecentes), com participação do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) e da Corregedoria da Polícia Militar, começou após a apreensão de mais de 100 quilos de cocaína na Avenida Brasil, em outubro de 2023.

Na ocasião, o então policial militar Yuri Luiz Desiderati Ribeiro e Marcos Leandro de Oliveira Serra, conhecido como “Kiko”, foram presos em flagrante durante o transporte da droga. A análise de dados digitais e de conversas obtidas durante as apurações levou os investigadores a identificar suspeitas de colaboração entre agentes públicos e integrantes da facção.

Segundo a investigação, vídeos, fotografias e mensagens atribuídos a Yuri indicariam proximidade com integrantes do CV. Em um dos registros, o policial aparece ao lado de Manoel Cinquine Pereira, o “Paulista”, apontado como uma das lideranças da facção no Complexo da Penha. Os investigadores também identificaram conversas relacionadas à oferta de armas e carregadores.

As apurações apontaram ainda que Yuri teria repassado informações privilegiadas sobre operações e movimentações policiais a Luciano Santos de Oliveira, conhecido como “Hot Wheels”, identificado como liderança do tráfico em comunidades de São João de Meriti.

O policial foi morto a tiros em julho deste ano, quando chegava ao condomínio onde morava, no Pechincha, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio. A morte é investigada pela Delegacia de Homicídios da Capital.

Na mesma investigação, o policial militar Eric da Silva Lobato foi denunciado por suspeita de participação no comércio ilegal de armas, munições e acessórios. Outros seis investigados foram denunciados por associação para o tráfico de drogas com emprego de armas de fogo. Durante a operação de terça-feira (13), três pessoas foram presas,

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