O presidente nacional do MDB (Movimento Democrático Brasileiro), Baleia Rossi, anunciou o apoio de 17 diretórios estaduais da legenda à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais. O anúncio foi feito durante um encontro no comitê político do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na capital paulista.
O movimento é resultado de uma articulação conduzida por Tarcísio e pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), que intensificaram as conversas com dirigentes da legenda após o primeiro turno para ampliar a base de apoio ao candidato do PL.
No primeiro turno, o MDB optou pela neutralidade na disputa presidencial, permitindo que seus integrantes estabelecessem alianças conforme os cenários políticos de cada estado.
Após o resultado das urnas, Tarcísio passou a atuar diretamente nas negociações com Baleia Rossi. O governador contou com a participação de Ricardo Nunes e do governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), para tentar construir uma maioria favorável à candidatura de Flávio.
A articulação, no entanto, enfrentou resistências internas. Embora Baleia Rossi tenha anunciado o apoio, parte dos diretórios estaduais mantém alianças com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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Ainda nesta terça-feira, representantes do MDB de dez estados das regiões Norte e Nordeste divulgaram uma nota conjunta declarando apoio à chapa formada por Lula e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
O apoio do MDB se soma a outras articulações conduzidas pelo governador paulista desde sua reeleição no primeiro turno. Na semana passada, Tarcísio participou das negociações que levaram o Republicanos, partido ao qual é filiado, a anunciar apoio a Flávio.
O candidato do PL também recebeu o apoio da federação formada por União Brasil e PP, além de Novo e Podemos.
Desde a reeleição, Tarcísio passou a dedicar parte de sua agenda à campanha presidencial, participando de reuniões com Flávio e outros aliados para definir estratégias e organizar compromissos em diferentes regiões do país.
A expectativa dos aliados é que a ampliação da base partidária fortaleça a estrutura política da campanha nesta reta final, especialmente por meio da mobilização de prefeitos, parlamentares e lideranças regionais.

