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Cacau atinge maior cotação em um mês em Nova York com chuvas na África

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Cacau atinge maior cotação em um mês em Nova York com chuvas na África

O contrato futuro do cacau para entrega em dezembro encerrou a sessão desta terça-feira (13) em alta de 1%, cotado a US$ 5.733 por tonelada.

Segundo a Barchart, os preços avançaram diante de relatos de que as fortes chuvas na Costa do Marfim, maior produtor mundial da commodity, estão dificultando o acesso dos agricultores às plantações no início da colheita. O excesso de precipitação bloqueou estradas e danificou pontes, atrasando o transporte dos grãos até os portos e impedindo o início dos trabalhos em algumas áreas.

O cenário levou os contratos de cacau em Nova York à maior cotação em um mês e as perspectivas climáticas também oferecem sustentação aos preços no médio prazo. De acordo com o Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos, o fenômeno El Niño, que surgiu no Pacífico equatorial no mês passado, poderá estar entre os mais intensos dos últimos 75 anos.

O fenômeno costuma provocar condições mais quentes e secas em partes da África Ocidental, reduzindo a umidade do solo e submetendo os cacaueiros a estresse hídrico. Essas condições podem prejudicar o desenvolvimento das plantas e reduzir a produtividade, aumentando as preocupações com a oferta global da commodity.

Café

As perspectivas de menor oferta de café em importantes países produtores deram sustentação às cotações futuras do arábica nesta sessão. Na bolsa de Nova York, o contrato para entrega em dezembro encerrou o pregão com alta de 0,72%, cotado a US$ 2,92 por libra-peso.

Entre os fatores que influenciam o mercado estão os números da Colômbia, segundo maior produtor mundial de café arábica. Na última sexta-feira, a Federação Colombiana do Café informou que a produção do país na safra 2025/26, encerrada em setembro, caiu 15% em relação ao ciclo anterior, para 12,65 milhões de sacas. No mesmo período, as exportações recuaram 12%, para 11,78 milhões de sacas.

As preocupações com as condições climáticas também contribuem para sustentar os preços. A possibilidade de o fenômeno El Niño afetar o desenvolvimento da próxima safra brasileira aumenta as incertezas sobre a oferta global da commodity.

De acordo com a Commercial, empresa de comercialização de café, o fenômeno pode atrasar as chuvas no Brasil em setembro e outubro, período importante para a floração dos cafezais. Caso esse cenário se confirme, a produção brasileira na safra 2026/27 poderá ser prejudicada.

Suco de Laranja

Os contratos futuros do suco de laranja negociados na Bolsa de Nova York fecharam a sessão em forte queda nesta sessão. O vencimento para novembro recuou 6,31%, encerrando o pregão cotado a US$ 1,41 por libra-peso.

Açúcar

A possibilidade de uma oferta global mais apertada tem favorecido os preços internacionais do açúcar, em meio a problemas na colheita brasileira e à expectativa de redução da produção tailandesa. Na bolsa de Nova York, o contrato futuro para entrega em março avançou 1,25% nesta sessão, encerrando o dia cotado a 21,11 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo o Barchart, as cotações permanecem próximas dos níveis mais elevados registrados na semana passada. Na quarta-feira anterior, o açúcar negociado em Nova York atingiu a maior cotação em 19 meses, enquanto o contrato em Londres alcançou o maior patamar em 22 meses. O movimento foi impulsionado pelas chuvas persistentes na região Centro-Sul do Brasil, que atrasaram a colheita da cana-de-açúcar e interromperam a moagem nas usinas, restringindo a oferta.

O posicionamento dos investidores também contribui para sustentar o mercado. O relatório semanal dos agentes de mercado, divulgado na última sexta-feira, mostrou que os fundos aumentaram em 60.442 contratos suas posições compradas em açúcar em Nova York na semana encerrada em 6 de outubro. A posição comprada líquida chegou a 212.559 contratos, maior volume em mais de três anos.

Algodão

O mercado futuro do algodão encerrou a sessão com pouca variação na Bolsa de Nova York. O contrato com vencimento em dezembro registrou queda de 0,11%, a 80,51 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo a Barchart, o mercado acompanhou o mercado do petróleo bruto, que avançava. Enquanto, o índice do dólar americano registrava queda, em movimentos que também estavam no radar dos operadores.

Os estoques de algodão certificados pela bolsa internacional permaneceram inalterados em 13 de outubro, totalizando 17.756 fardos.

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