Christopher Garman, diretor-executivo da Eurasia Group para as Américas, apontou ao WW Talks desta terça-feira (13) que “é impressionante o grau de sofisticação do raciocínio do eleitor”.
Nesse sentido, argumentou que “quando você dá uma medida de benefício duas semanas antes do voto, acho difícil impactar muito”.
A análise foi feita durante a sexta edição do WW Talks, que trouxe, às vésperas do segundo turno das eleições, o questionamento “o que decidirá o novo presidente do Brasil?”.
O analista apontou que o clima de estagnação vivido pela população – gerado sobretudo pela inflação e o endividamento – é o que gera ceticismo do eleitor sobre um novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após cinco mandatos petistas no Palácio do Planalto.
Quando o Executivo apresenta medidas às vésperas das eleições – como o reajuste do Bolsa Família -, Garman discute o efeito sobre o eleitorado, que questiona o por quê de tal ação não ter ocorrido antes.
“As pessoas subestimam a inteligência do eleitor mediano”, reforçou o diretor da Eurasia.

