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Análise: Com pacote a MEIs, Flávio vê “desespero” e Lula mira classe C

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Análise: Com pacote a MEIs, Flávio vê “desespero” e Lula mira classe C

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou, no Palácio do Planalto, um pacote com cinco medidas voltadas ao Microempreendedor Individual (MEI), a 12 dias do segundo turno das eleições.

O conjunto de iniciativas tem impacto fiscal relevante e busca alcançar um segmento do eleitorado que, segundo avaliação da própria campanha, ainda resiste ao governo: a classe média que empreende. A avaliação é da analista de Política da CNN Edilene Lopes ao CNN 360°.

Contexto político e eleitorado-alvo

Edilene destacou que Lula tem mirado a classe C de forma mais ampla neste segundo turno.

Segundo ela, embora o governo tenha conquistado parte desse eleitorado com medidas como a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, não conseguiu abarcar plenamente os empreendedores e autônomos que não possuem carteira assinada.

“O presidente Lula não conseguiu abarcar, principalmente aqueles que são os empreendedores e autônomos que não são CLT”, afirmou Edilene.

Essa dificuldade, segundo ela, reflete uma revisão que o Partido dos Trabalhadores tem enfrentado em relação às novas relações do mundo do trabalho.

A avaliação interna entre petistas é de que a medida de isenção de dívidas dos MEIs, lançada entre o primeiro e o segundo turno, chegou tarde.

“É uma leitura tardia que deveria ter vindo antes e, se tivesse vindo, talvez o presidente Lula tivesse conseguido mais apoio desse eleitorado”, disse Edilene. Já na campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a iniciativa é interpretada como desespero.

No mercado financeiro, a percepção é de que Lula estaria criando dívidas para o próximo governo na tentativa de angariar votos da classe C.

Flávio Bolsonaro e o discurso do empreendedorismo

Edilene Lopes avaliou que a campanha de Flávio Bolsonaro tem conseguido se comunicar melhor com esse segmento da população.

A presença de Pablo Marçal ao lado de Flávio Bolsonaro foi apontada como um sinal para a parcela da população que sonha em ascender socialmente por meio do empreendedorismo.

“Quando Flávio Bolsonaro se alia a pessoas que incentivam o empreendedorismo, isso faz com que ele dialogue com uma parcela da população que o presidente Lula teve dificuldade de dialogar”, afirmou a analista.

Somado à pauta de costumes e ao eleitorado evangélico, esse discurso teria dado a Flávio Bolsonaro a maioria dos votos no primeiro turno.

Para Edilene, a classe C — descrita como aquela que não é beneficiada por programas como o Bolsa Família, mas também não foi contemplada por outros incentivos governamentais — se sente injustiçada.

“É como se fosse o irmão do meio, aquele que acha que o pai e a mãe dão atenção para o mais velho e para o mais novo, mas o filho do meio fica sem a atenção devida”, comparou a analista, ao caracterizar o sentimento dessa parcela do eleitorado.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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