O advogado-geral da União, Jorge Messias, manifestou nesta segunda-feira (12) solidariedade ao diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, após o chefe da força policial ser alvo de ação da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência. Segundo Messias, Andrei “atuou conforme a lei”.
“O delegado federal Andrei atuou conforme a lei. Isso não deveria causar estranheza a ninguém, muito menos a um candidato à Presidência da República”, disse no X.
A campanha do senador apresentou no último domingo (11) uma notícia crime ao TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal) pedindo uma investigação contra Andrei. A peça questiona a abertura pela PF de uma apuração sobre uma possível interferência externa nas eleições. A investigação foi arquivada na quarta-feira (7).
“A independência técnica da Polícia Federal é uma garantia da sociedade brasileira. Cabe à instituição receber notícias de possíveis irregularidades, examinar seus fundamentos e decidir, com autonomia e responsabilidade, pela instauração ou não de investigações, como precisamente ocorreu. Nada mais, nada menos”, afirmou.
Segundo o AGU, a hipótese de interferência estrangeira em eleições é “assunto legítimo de debate público, sobretudo diante das preocupações internacionais com a integridade dos processos democráticos e da importância do Brasil nesse cenário”.
“Acreditamos que a atividade policial deve permanecer protegida de pressões indevidas, venham de onde vierem. A defesa da soberania nacional, da legalidade e da integridade das eleições é um compromisso permanente da República, e a Polícia Federal, neste Governo, nunca faltou a essa responsabilidade”, afirmou.
Manifesto minha solidariedade ao Diretor-Geral da Polícia Federal, Delegado Federal Andrei Rodrigues, diante dos questionamentos suscitados pelo candidato Flávio Bolsonaro sobre sua atuação funcional em razão da análise preliminar de possível interferência estrangeira nas eleições brasileiras.
A independência técnica da Polícia Federal é uma garantia da sociedade brasileira. Cabe à instituição receber notícias de possíveis irregularidades, examinar seus fundamentos e decidir, com autonomia e responsabilidade, pela instauração ou não de investigações, como precisamente ocorreu.
Nada mais, nada menos.
O Delegado Federal Andrei atuou conforme a lei. Isso não deveria causar estranheza a ninguém, muito menos a um candidato à Presidência da República.
Aliás, a hipótese de interferência estrangeira em eleições é assunto legítimo de debate público, sobretudo diante das preocupações internacionais com a integridade dos processos democráticos e da importância do Brasil nesse cenário.
Acreditamos que a atividade policial deve permanecer protegida de pressões indevidas, venham de onde vierem.
A defesa da soberania nacional, da legalidade e da integridade das eleições é um compromisso permanente da República, e a Polícia Federal, neste Governo, nunca faltou a essa responsabilidade.
https://t.co/0dsuUgylec
— Jorge Messias (@jorgemessiasagu) October 12, 2026
