Alunos do ensino médio em Nantes, na França, realizaram um bloqueio em frente à escola nesta segunda-feira (12) para protestar contra as condições da instituição e demonstrar solidariedade a outras escolas do país.
Nas últimas semanas, estudantes do ensino médio de todo o país têm realizado bloqueios em escolas.
Os protestos liderados por jovens ganharam força e se transformaram em um movimento mais amplo, com a adesão de mais estudantes universitários que expressam sua indignação com o que classificam como um sistema disfuncional, agravado por cortes de gastos decorrentes da crise orçamentária francesa.
Sindicatos e organizadores dos protestos estudantis convocaram uma nova jornada de manifestações para terça-feira (13).
Há também convocações para um dia de protestos em 17 de outubro.
Violência nos protestos estudantis na França é inaceitável, diz Macron
O presidente francês, Emmanuel Macron, condenou a violência durante protestos ao discursar no Salão do Automóvel de Paris, nesta segunda.
Macron afirmou que não toleraria que estudantes — ou quaisquer outras pessoas que se unissem a eles — “aproveitassem a situação para incendiar locais, destruir propriedades ou praticar atos de violência”.
O presidente reconheceu as preocupações em relação aos recursos educacionais e pediu discussões serenas para abordar suas reivindicações.
Ele destacou os esforços anteriores do governo para reduzir a escassez de professores, afirmando que sua gestão havia “reduzido significativamente o número de vagas de professores não preenchidas a longo prazo” durante seu primeiro mandato.
O presidente enfatizou que as questões educacionais “merecem tempo, consulta, discussão e respeito”.
Também defendeu que os problemas sejam tratados “com calma, ordem e respeito tanto pelas pessoas quanto pelo patrimônio”.
Entenda os protestos estudantis que se espalharam por toda a França

