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Singapura se tornou a cidade mais poluída do mundo; entenda por quê

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Singapura se tornou a cidade mais poluída do mundo; entenda por quê

Singapura, uma das cidades mais ricas do mundo, tornou-se a mais poluída do planeta ao ficar sufocada sob uma camada de poluição densa e tóxica causada por incêndios na vizinha Indonésia.

A poluição lançou uma sombra sobre a cidade-estado enquanto ela se prepara para sediar um fim de semana repleto de grandes eventos, que vão desde conferências internacionais até a glamorosa corrida noturna do Grand-Prix da Fórmula 1.

A qualidade do ar na cidade-estado estava na faixa de “muito insalubre”, com um IQA (índice de qualidade do ar) de 216 na manhã da última sexta-feira (9), segundo a IQAir, empresa suíça de monitoramento da qualidade do ar.

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O centro financeiro liderou a lista de cidades mais poluídas da IQAir nesta semana e permanecia no topo na manhã de sexta-feira. Kuala Lumpur, também fortemente afetada pelos incêndios na Indonésia, ocupava a segunda posição.

O horizonte de Singapura, incluindo o Marina Bay Sands e outros arranha-céus, ficou reduzido a silhuetas tênues em meio à poluição.

O importante centro financeiro asiático — com uma população de 6,21 milhões de habitantes e um PIB anual superior a US$ 650 bilhões (Cerca de 3,2 trilhões de reais) — e a vizinha Malásia têm enfrentado essa névoa de poluição quase todos os anos.

Os incêndios na Indonésia são um evento anual durante a estação seca do país, quando vastas áreas de turfeiras são desmatadas e drenadas para plantações comerciais, incluindo as de óleo de palma, ingrediente utilizado em uma infinidade de produtos, desde macarrão instantâneo até pasta de dente.

Incêndios devastam Parque Nacional do Monte Bromo, na Indonésia • REUTERS

No entanto, neste ano, a chegada do que se espera ser um “super” El Niño — uma versão intensificada do padrão climático natural que tende a trazer condições de extrema seca para a região — criou as condições para incêndios excepcionalmente intensos.

Em uma atualização em seu site na quinta-feira, a Agência Nacional do Meio Ambiente de Singapura informou que “nuvens de fumaça, variando de moderadas a densas, provenientes do sul e centro de Sumatra e de Kalimantan Ocidental, foram observadas deslocando-se em direção a Singapura”, referindo-se a regiões da Indonésia.

“Sob a influência dos ventos predominantes de sudeste ou sul, a névoa de fumaça pode continuar a se deslocar em direção a Singapura”, acrescentou o órgão.

Eventos de entretenimento ao ar livre programados para o evento de F1 em Singapura poderiam ser afetados, mas não a corrida em si, informou na quinta-feira a FIA, órgão regulador do automobilismo, segundo a Reuters. Na sexta-feira, a organizadora da corrida, Singapore GP, informou à CNN que “atualmente não há planos para modificar as atividades de entretenimento” do evento.

As atrações para entreter o público da F1 incluem Janet Jackson e The Killers, entre outros.

Esta não é a primeira vez que a corrida noturna de Singapura enfrenta problemas com a qualidade do ar. As provas de 2015 e 2019 também foram afetadas por uma densa névoa de fumaça, mas ocorreram normalmente.

No entanto, o Conselho de Turismo de Singapura declarou à CNN na sexta-feira: “Existem planos de ação estabelecidos com base na intensidade da névoa”.

Os pilotos de F1, contudo, não parecem muito preocupados. O piloto Valtteri Bottas — que pedalou mais de 400 km da Malásia até Singapura nesta semana — disse à Reuters: “Não sinto que a situação esteja tão extrema ainda. Quer dizer, não está boa, mas acho que não há muito o que fazer”.

Lewis Hamilton, da Ferrari, disse à Reuters que tem “questões muito mais importantes nas quais focar”.

A vizinha Malásia também tem sido fortemente afetada pela poluição atmosférica; o Ministério da Educação fechou escolas em vários estados nesta semana à medida que a situação se agrava.

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