Pelo menos 72 garimpeiros morreram em um ataque aéreo no norte do Sudão no sábado (10), segundo a organização de direitos humanos Emergency Lawyers. A entidade atribuiu o bombardeio à Força Aérea do Egito, mas a Reuters informou que não conseguiu verificar a acusação de forma independente.
O Exército egípcio não comentou o episódio, e o Ministério das Relações Exteriores do Egito não respondeu imediatamente a um pedido de posicionamento.
Imagens divulgadas nas redes sociais e por organizações locais de direitos humanos, mas não verificadas pela Reuters, mostram dezenas de corpos espalhados entre escombros e outros envoltos em mortalhas. Em vídeos, garimpeiros também relatam um ataque aéreo na região.
A Emergency Lawyers afirmou que um ataque desse tipo, realizado através de uma fronteira internacional, violaria o direito internacional.
Garimpo ganha importância em meio à guerra
O norte do Sudão tem registrado a chegada de garimpeiros artesanais e a expansão de minas improvisadas de ouro. O conflito em andamento no país interrompeu outras fontes de sustento, enquanto o ouro se tornou uma das principais fontes de dinheiro para os dois lados em guerra.
Especialistas e pessoas que atuam no setor afirmam que boa parte do ouro extraído é contrabandeada para o Egito.
A guerra entre o Exército sudanês e as Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês), grupo paramilitar que combate as forças governamentais, tem sido marcada pelo aumento da frequência de ataques com grande número de vítimas. O uso de drones passou a ocupar um papel central nos confrontos.
Na sexta-feira (9), cerca de 31 pessoas morreram em um ataque com drones contra um campo de deslocados na região de Nilo Azul, no Sudão, em uma área controlada pelo Exército e que está entre as principais frentes de batalha do conflito, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).
Irã já colocou minas no Estreito de Ormuz em outra guerra; entenda

