O mercado de biocombustíveis no Brasil ainda tem espaço significativo para crescer, especialmente no segmento do biodiesel.
Marcus Thieme, da Caramuru Alimentos, participou do É Negócio, programa em parceria com o NeoFeed, avaliou as perspectivas do setor e destacou as oportunidades que devem se concretizar nos próximos anos.
Segundo ele, enquanto o etanol já se encontra em estágio avançado — atualmente no E32, com possibilidade de avançar para o E35 —, o biodiesel ainda está um pouco aquém das expectativas do mercado.
No entanto, ele demonstrou otimismo quanto ao futuro próximo. “O copo meio cheio das oportunidades: eu acredito que para o próximo ano a gente deva ter os testes sendo finalizados”, afirmou.
Os testes em andamento apontam para uma transição do B15 para o B17, com estudos sendo realizados inclusive para o B20. Para Thieme, essa evolução gradual traz maior segurança regulatória para empresas que estão investindo no setor.
“Progressivamente, a gente tem a oportunidade de estar produzindo mais biodiesel”, declarou.
Cadeia da soja como base do biodiesel
Thieme também ressaltou a importância do biodiesel dentro da cadeia produtiva da soja, que considera ampla e diversificada. De acordo com ele, ao processar a soja, aproximadamente 70% resulta em farelo e 20% em óleo. Esse óleo pode ser refinado para uso comestível ou destinado à produção de biodiesel.
A Caramuru atua nas duas frentes: produz óleos de soja sob a marca Sinhá, voltados para uso culinário, e também fabrica biodiesel.
“O biodiesel é bastante importante na cadeia da soja, que é bastante ampla e chega em diversos lugares”, concluiu Thieme, reforçando o potencial estratégico do setor para a empresa.

