A chegada da primavera muda algumas condições às quais o carro fica exposto. O aumento da umidade do ar, as chuvas e o maior acúmulo de folhas, pólen, insetos e outros resíduos podem prejudicar componentes importantes do veículo e, em alguns casos, afetar o desempenho do motor.
De acordo com a Niterra, empresa responsável pela marca NGK, especializada em sistemas de ignição, a estação exige atenção principalmente com velas, cabos e bobinas, além dos filtros de ar e de cabine e dos drenos do veículo.
Grade e radiador
O acúmulo de folhas, pólen, insetos, gravetos e outros resíduos na grade frontal e no radiador pode dificultar a circulação de ar e prejudicar a troca térmica. Com isso, a temperatura no cofre do motor pode aumentar.
Os resíduos também podem obstruir os drenos do veículo. Quando isso acontece, a água da chuva ou de lavagens pode ficar represada e até alcançar áreas internas, aumentando o risco de danos e oxidação de componentes.
Por isso, a limpeza periódica dessas regiões é importante, principalmente em veículos que ficam estacionados ao ar livre ou sob árvores.
Filtro de ar também merece atenção
A presença maior de partículas e detritos no ambiente durante a primavera pode acelerar a obstrução do filtro de ar do motor. O problema interfere na quantidade de ar que chega ao motor e pode afetar o funcionamento do conjunto.
Nos veículos com carburador, a restrição de ar pode deixar a mistura ar-combustível mais rica, aumentando o consumo e favorecendo a carbonização das velas.
Já nos modelos com injeção eletrônica, o sistema consegue fazer ajustes automaticamente, mas a redução do volume de ar admitido ainda pode prejudicar o desempenho e o rendimento do motor.
O filtro de cabine, responsável por filtrar o ar que entra no interior do veículo pelo sistema de ventilação e ar-condicionado, também pode acumular resíduos. Quando saturado, ele reduz a eficiência da ventilação e pode prejudicar o funcionamento adequado do sistema.
Umidade pode afetar o sistema de ignição
A combinação entre umidade elevada, chuvas e água acumulada por drenos obstruídos também exige atenção ao sistema de ignição.
Segundo a Niterra, cabos de ignição ou capas protetoras das bobinas que apresentam microtrincas podem permitir a fuga da alta tensão. A umidade facilita esse processo e pode fazer com que a faísca não chegue corretamente à vela.
Entre os sintomas estão engasgos, perda de potência, dificuldade para dar partida e funcionamento irregular do motor.
Trânsito intenso também exige atenção
O uso do carro em trajetos curtos e no trânsito pesado é considerado uma condição de uso severo. Nessas situações, o motor pode não atingir por tempo suficiente a temperatura ideal de funcionamento.
O cenário pode ser ainda mais exigente com o uso constante do ar-condicionado. Se velas, cabos ou bobinas já estiverem desgastados, a condição pode favorecer falhas, oscilações na marcha lenta e perda de desempenho durante as acelerações.

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