A Justiça do Rio de Janeiro suspendeu, na tarde deste sábado, a liminar que obrigava o Consórcio Fla-Flu a liberar o Maracanã para o jogo entre Vasco e Boca Juniors, válido pela semifinal da Copa Sul-Americana.
A decisão foi assinada pela desembargadora Suely Lopes Magalhães, primeira vice-presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ). No documento, ela restaura a situação para um momento anterior, que negava a utilização do Maracanã e o caráter de urgência do Vasco.
O litígio ainda não acabou, pelo contrário, este parece ser apenas mais um capítulo da saga. Dessa vez, a vitória é do Consórcio Fla-Flu, que contestou a decisão publicada pelo desembargador Marco Antônio Ibrahim, publicada na última sexta-feira.
Na sua decisão, o desembargador havia priorizado a segurança dos torcedores, que estaria em risco em São Januário. Segundo ele, esse era um fator mais importante do que o estado do gramado.
Suely Magalhães, por sua vez, atentou para um ponto importante: no mesmo dia do jogo do Vasco contra o Boca Juniors, o Maracanãzinho receberá partida de basquete do Flamengo, ou seja, torcidas rivais poderiam se encontrar e causar confronto.
Com a decisão da última sexta, o Vasco já havia informado à Conmebol que o jogo seria no Maracanã, além de iniciar a venda de ingressos para a partida. A CNN ouviu que mais de 35 mil bilhetes já haviam sido comercializados.
Agora, o Vasco precisará recorrer, enquanto busca uma nova alternativa. Com São Januário praticamente descartado, o Nilton Santos surge como uma opção para o duelo entre Vasco e Boca Juniors, marcado para o dia 20 de outubro.

