Os preços do petróleo cedem nesta última sessão da semana, com alívio nas tensões entre EUA e Irã após o presidente americano Donald Trump afirmar que deve interromper os ataques ao país persa, na última quinta-feira (8).
O chefe de Estado pontuou que não atacará o Irã até as Midterms americanas, as Eleições de Meio de Mandato, que serão realizadas em 3 de novembro. O presidente também afirmou que o governo americano tem “conversas produtivas” com o país rival.
Nessa linha, pela manhã, os barris do Brent – petróleo de referência mundial – cediam mais de 1,5%, comercializados a US$ 102,72. A commodity vendida nos Estados Unidos, também apresentava baixa. Os barris do WTI (West Texas Intermediate) caíam 0,75%, a US$ 90,78 por barril.
Apesar da folga nas ofensivas, o líder americano ressaltou em postagem nas redes sociais que o bloqueio naval aos portos iranianos permanecerá em vigor e que o Irã está em “situação muito precária”, tanto econômica quanto militarmente.
Na véspera, a matéria-prima encerrou o pregão em alta, com os barris do Brent em uma cotação de US$ 104,28, avanço superior a 4%; enquanto o WTI era vendido por US$ 91,49, avanço de 3,64% sobre o fechamento anterior.
Além da continuidade da guerra, traders acompanhavam a redução da produção nos Estados Unidos devido à aproximação de um furacão que ameaça as operações offshore.
Até quinta-feira, produtores haviam interrompido cerca de 1,3 milhão de barris por dia, o equivalente a 62,9% da produção atual de petróleo na região, segundo a Administração de Minerais Marinhos dos Estados Unidos.
O furacão Isaias, no Golfo do México, deve se tornar “grande” de categoria 3 ou superior quanto atingir o continente, segundo Michael Brennan, diretor do NHC (Centro Nacional de Furacões).
De acordo com o especialista, a tempestade pode causar “múltiplos impactos com risco de vida, decorrentes de ondas de tempestade, inundações causadas por chuvas intensas e ventos com força de furacão”.
*Com informações da Reuters
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