Depois que o secretário de Defesa americano anunciou os planos de transmitir um pelotão de fuzilamento ao vivo, voltaram ao debate as regras sobre perna de morte nos Estados Unidos.
Pete Hegseth prometeu em uma entrevista nesta semana que seria pública a execução de Nidal Hasan, que matou 13 pessoas em um ataque a tiros no Texas em 2009.
“Vamos garantir que as pessoas possam assistir, porque as pessoas precisam entender que existem consequências graves para esse tipo de coisa”, disse Hegseth ao podcaster Jack Posobiec em uma entrevista a bordo do USS Abraham Lincoln.
Um funcionário do Pentágono disse nesta quinta-feira (8) que a execução “será transmitida ao vivo“, mas não forneceu mais detalhes. Mais cedo, na quinta-feira, o Pentágono havia encaminhado as perguntas sobre como a execução seria divulgada ao Exército, que não respondeu aos questionamentos da CNN.
O Pentágono anunciou que Nidal Hasan seria executado no início de dezembro — medida recomendada por Hegseth e aprovada pelo presidente Donald Trump.
Hegseth disse que a execução ocorreria em “uma quinta-feira; vamos realizá-la à uma hora da tarde, que foi quando ele cometeu o crime, e serão soldados com fuzis compondo o pelotão de fuzilamento”.

Outro método utilizados pela Justiça americana para a pena capital recebeu destaque no país após a condenada Christa Pike sobreviver a duas injeções letais no estado do Tennessee.
Ela cumpriria a pena pelo assassinato da jovem Colleen Slemmer, de 19 anos, em 1995.
O governador do Tennessee decidiu suspender todas as execuções marcadas até o fim do ano, enquanto o caso de Pike está em investigação.
Poucos dias depois da execução fracassada de Pike, o Texas cumpriu a pena capital de um homem com a mesma substância usada nela.
Veja um panorama sobre a aplicação da pena capital nos Estados Unidos, com dados atualizados até 2026 e principais marcos históricos.
Panorama geral
A pena capital é legal em 27 estados dos EUA. Quatro desses estados possuem moratórias impostas pelo governador.
De acordo com o Death Penalty Information Center, 47 pessoas foram executadas nos Estados Unidos em 2025. A Flórida foi responsável por 19 dessas execuções. O número de sentenças de morte impostas foi de 23.
Há 1.973 pessoas no corredor da morte nos Estados Unidos em 1º de julho de 2026.
Desde 1976, quando a pena de morte foi restabelecida pela Suprema Corte dos EUA, os estados executaram 1.677 pessoas (até agosto de 2026).
Desde 1973, houve 202 exonerações de condenados no corredor da morte. Trinta delas são do estado da Flórida.
Entre prisioneiros federais, o governo dos EUA executou 16 pessoas desde 1988, quando o estatuto federal da pena de morte foi restabelecido. A primeira execução federal desde 2003 ocorreu em julho de 2020.
Fuzilamento
A última execução pública legalmente autorizada nos Estados Unidos ocorreu em 1936, segundo especialistas em pena de morte.
A organização Death Penalty Action, contrária à pena capital, afirmou que a execução de Hasan seria a primeira execução militar desde 1961. De acordo com o Centro de Informações sobre a Pena de Morte (DPIC, na sigla em inglês), a execução daquele ano foi realizada por enforcamento.
As últimas execuções conhecidas por pelotão de fuzilamento nas Forças Armadas dos Estados Unidos ocorreram em 1945, segundo o DPIC.
Pelo menos cinco estados americanos ainda preveem o pelotão de fuzilamento na legislação, de acordo com o DPIC. Em 2025, a Carolina do Sul realizou a primeira execução por esse método nos Estados Unidos em 15 anos.
Mulheres no corredor da morte

De acordo com o Criminal Justice Project da NAACP, havia 45 mulheres no corredor da morte nos Estados Unidos em 1º de julho de 2026, uma delas sendo Christa Pike.
Ela seria a primeira executada em 200 anos no Tennessee, mas foi fracassada.
Até 3 de janeiro de 2023, 18 mulheres foram executadas desde o restabelecimento da pena de morte.
Menores de idade
Vinte e dois indivíduos foram executados entre 1976 e 2005 por crimes cometidos quando eram menores de idade.
1º de março de 2005 – Roper v. Simmons. A Suprema Corte decide que a execução de infratores juvenis é inconstitucional.
Clemência e indultos
Desde 1976, 369 indivíduos tiveram clemência concedida.
Para os detentos federais no corredor da morte, somente o presidente tem o poder de conceder um indulto.

