Em Portugal, o escritor Augusto Cury (Avante) conversou nesta sexta-feira (9) com a imprensa sobre a decisão de apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno da eleição presidencial. Cury negou ter negociado o comando de um ministério numa eventual gestão Flávio em troca do endosso.
“Eu falei pra ele logo no inicio: ‘Flávio, não quero nenhum ministério, tô falando com você sobre pauta para governar o país’. Essa coisa da troca de cargos é um câncer pro Brasil”, disse.
O terceiro colocado no primeiro turno afirmou que o primogênito de Jair Bolsonaro (PL) ficou “muito emocionado” pelo escritor não ter exigido nada em troca do apoio.
Segundo Cury, o senador do PL (Partido Liberal) “absorveu rapidamente” as propostas e defendeu que o eventual mandato coloca o Brasil “no rumo”.
“Não [é] para desenvolver o personalismo com o legado familiar, o legado Bolsonaro, mas um legado para a sociedade brasileira”, defendeu.
Mais cedo nesta sexta-feira, o candidato do PL (Partido Liberal) teceu elogios ao escritor.
“Ficou uma boa impressão do Augusto Cury, uma pessoa que quero estar mais próximo também, que certamente pode ajudar muito o país, porque é uma pessoa bem intencionada, preparada, entrou no meio da política com coração aberto”, em declaração à imprensa durante agenda no Rio de Janeiro.
Em Portugal, Cury garantiu seu apoio não é um “cheque em branco”, mas que acertou termos e assinou um protocolo de intenções que baseará as cobranças de um eventual mandato de Flávio.
Questionado, Cury admitiu ter sido procurado por integrantes do PT (Partido dos Trabalhadores), mas declarou que o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não o contatou diretamente.

