Falta apenas um mês para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que será aplicado nos dias 8 e 15 de novembro de 2026. Milhares de estudantes em todo o Brasil intensificam a preparação para uma das principais portas de entrada para as universidades do país.
Para orientar os candidatos nessa reta final, a professora Vera Antunes, coordenadora do curso e colégio Objetivo, compartilhou dicas práticas sobre organização dos estudos, preparo para a redação e os recursos disponibilizados pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) aos participantes.
Apoio familiar faz diferença na preparação
Vera Antunes destacou que o suporte emocional da família é um dos fatores mais importantes nesse período. Segundo ela, a ansiedade antes da prova é comum, mas pode ser minimizada com encorajamento e uma rotina bem estruturada. “É necessário que este jovem vá calmo para o Enem”, disse à CNN Brasil.
A professora também ressaltou que o Enem tem ampliado ano a ano a oferta de materiais informativos, voltados não apenas aos candidatos, mas também às suas famílias. “Hoje já há uma visão diferente da importância do Enem”, completou, lembrando que o exame transformou a vida de muitos estudantes, inclusive os oriundos de escolas públicas que não teriam condições de arcar com processos seletivos tradicionais.
Cartilhas do Inep orientam candidatos
Uma novidade destacada durante o programa foram as cartilhas do participante, disponibilizadas pelo Inep no site oficial. Os materiais são voltados para candidatos com condições específicas, como dislexia, transtorno do espectro autista (TEA) e surdez ou deficiência auditiva. “A pessoa irá consultar o que é de interesse para cada família”, explicou Vera.
Segundo ela, nessa altura da preparação, o ideal é que sejam os familiares a ler as cartilhas, para conhecer todos os recursos disponíveis ao candidato no dia da prova, incluindo tempo adicional. Ela alertou ainda que eventuais solicitações de atendimento especializado deveriam ser feitas até segunda-feira (12), diretamente no site do Inep.
Redação exige treino e visão de mundo
Entre as áreas que mais geram insegurança nos candidatos, Vera apontou a redação como a principal fonte de ansiedade. Ela alertou para um erro comum: buscar “chavões prontos” ou expressões decoradas para encaixar em qualquer tema. “Hoje é dia zero que acontece isso. O Enem tem feito a monitoração e os vestibulares também”, afirmou.
A orientação da professora é que os estudantes treinem a escrita dissertativa com os professores de suas escolas, cronometrando o tempo de produção. Quanto aos possíveis temas, ela indicou que questões sociais costumam estar presentes. “Sempre cai um tema ligado à sociedade, ao que vivemos”, disse. “O olhar sobre o mundo é que é importante”, completou, reforçando que o candidato deve escrever com autenticidade, a partir de sua própria leitura da realidade.
Como está dividida a prova
O primeiro dia de provas, em 8 de novembro, contempla as áreas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias– que inclui Português, Literatura, Língua Estrangeira, Artes, Educação Física e Tecnologias da Informação e Comunicação — além de Ciências Humanas e suas Tecnologias, com História, Geografia, Filosofia e Sociologia. A duração total é de cinco horas e meia.
Já o segundo dia, em 15 de novembro, é dedicado à Matemática e suas Tecnologias e Ciências da Natureza e suas Tecnologias, com Química, Física e Biologia. A prova desse dia tem duração de cinco horas.
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