Um juiz federal prorrogou temporariamente o acesso da CNN, do canal MS NOW e do jornal Politico à Casa Branca enquanto considera uma decisão de longo prazo sobre a tentativa do governo Trump de proibir a entrada dos três veículos de comunicação em suas instalações.
A ordem, prorrogada até a próxima terça-feira (13) pelo juiz distrital dos EUA, Tim Kelly, obriga o governo Trump a permitir que as três organizações de notícias acessem as dependências da Casa Branca. No entanto, a audiência desta quinta-feira (8) terminou sem uma decisão final.
Kelly indicou que ainda estava avaliando se estenderia a liminar contra as restrições impostas pelo governo. O tribunal estará fechado na segunda-feira (12) devido ao feriado federal do Dia de Colombo.
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Durante a audiência, os advogados da CNN, MS NOW e Politico contestaram os argumentos de segurança nacional apresentados pelo governo. Ted Boutrous Jr., advogado principal dos três veículos, argumentou que o governo não havia fundamentado suas alegações. “Eles não demonstraram que as reportagens colocam em risco a segurança nacional”, afirmou.
Por sua vez, o advogado do Departamento de Justiça, Michael Velchik, argumentou que o presidente tem o poder de impedir o acesso de jornalistas ou organizações de notícias à Casa Branca.
A disputa legal surgiu depois que Trump anunciou, no final de setembro, que baniria a CNN, a MS NOW e a Politico da Casa Branca, acusando as organizações de espalhar “notícias negativas“. Os três veículos contestaram a medida na justiça e obtiveram uma liminar que lhes permitiu retomar o acesso.
Posteriormente, o Departamento de Justiça solicitou o restabelecimento da proibição de acesso à Casa Branca. Em uma petição judicial, defendeu a medida com base em motivos de segurança nacional.
“O presidente determinou que os veículos de comunicação autores da ação publicassem reportagens que afetam negativamente a segurança nacional, incluindo a divulgação de informações potencialmente classificadas ou sensíveis”, afirmou o Departamento de Justiça.
“Ao fazer isso, esses veículos demonstraram sua disposição em publicar informações que prejudicam a segurança nacional. Restringir o acesso à Casa Branca elimina um caminho para que esses veículos obtenham tais informações prejudiciais.”
Em contrapartida, a CNN, a MS NOW e a Politico argumentaram em um documento judicial que as reportagens às quais Trump se opôs eram protegidas pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA.

