O Irã não vai abandonar o enriquecimento de urânio nem vai entregar o urânio, informou a mídia estatal nesta quinta-feira (8), ao citar o chefe da Organização de Energia Atômica do país, Mohammad Eslami. A declaração ocorre depois que os Estados Unidos afirmaram que o Irã precisa fazer reduções “significativas” na capacidade de enriquecimento.
Desconsiderando as novas ameaças americanas contra as instalações nucleares do Irã como “nada de novo”, Eslami afirmou que o enriquecimento é “uma parte inseparável” do processo nuclear.
Os comentários de Eslami também ocorrem no momento em que o Irã e os Estados Unidos trocaram propostas nas últimas semanas com o objetivo de pôr fim à guerra e reabrir o Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte global de energia.
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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou nesta quinta-feira (8) que o Irã pode responder em poucos dias a uma resposta dos EUA à proposta iraniana, segundo a qual o Estreito de Ormuz poderia ser reaberto em sete dias, caso as condições necessárias sejam atendidas.
“O enriquecimento é parte integrante do processo nuclear, e não vamos abandoná-lo de forma alguma. Como se pode alegar ter uma indústria nuclear se não se tem o ponto de partida do processo? A indústria nuclear é a força motriz da ciência e da tecnologia”, acrescentou Eslami.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse mais tarde na quinta-feira que os Estados Unidos estão mantendo discussões produtivas com o Irã e não lançarão nenhum ataque antes das eleições legislativas de meio de mandato nos EUA, em novembro.
Israel, EUA e outros países ocidentais há muito acusam o Irã de buscar armas nucleares, incluindo sua iniciativa de enriquecer urânio a 60%, um nível muito superior ao necessário para usos civis e mais próximo dos 90% exigidos para a fabricação de uma arma.
O Irã nega estar buscando armas nucleares. As autoridades iranianas têm afirmado que Teerã poderia concordar em diluir seu urânio mais altamente enriquecido.

