O influenciador digital Gabriel Spalone Alves foi preso nesta quinta-feira (8), em São Paulo, suspeito de extorquir e ameaçar dois empresários com quem mantinha sociedade em uma empresa de tecnologia e transporte. Ele é réu por furto qualificado e associação criminosa em um esquema que desviou R$ 146,5 milhões por meio de transferências via Pix.
A prisão foi cumprida por agentes da 1ª DAS (Delegacia Antissequestro), do Dope (Departamento de Operações Policiais Estratégicas).
A CNN Brasil apurou que as vítimas foram apresentadas por Spalone a um investimento em criptoativos chamados “Life Coin”. Os empresários teriam investido no ativo e, posteriormente, descoberto que as criptomoedas não existiam.
Diante da situação, os empresários realizaram uma espécie de acordo abatendo o prejuízo que tiveram do valor que o suspeito receberia da sociedade.
Influenciador afirmou ser membro do PCC
Segundo a investigação, a partir de abril deste ano, as vítimas passaram ser ameaçadas e extorquidas por Spalone, que dizia integrar o PCC (Primeiro Comando da Capital). De acordo com os relatos, o suspeito exigia o pagamento do valor investido nas supostas criptomoedas.
Com isso, as vítimas procuraram a Divisão Antissequestro, que iniciou as investigações e chegaram até o influenciador, suspeito de envolvimento nas ameaças e extorsões. A Justiça decretou a prisão temporária dele, cumprida nesta quinta-feira.
Durante o cumprimento do mandado de prisão, foram apreendidos três celulares, um iPad e um notebook na residência do influenciador.
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Veja momento da prisão
Desvio milionário
Gabriel Spalone, dono das fintechs Dubai Cash e da Next Trading Dubai, foi alvo de uma operação deflagrada em setembro do ano passado, que mirava suspeitos de integrar um esquema que desviou R$ 146 milhões por meio de transferências via Pix.
De acordo com as investigações, o grupo utilizava a credencial de uma prestadora de serviços para desviar os valores de um banco, em fevereiro de 2025. A Polícia Civil constatou que o esquema utilizou 10 contas mantidas junto à entidade bancária para recebimento dos valores.
Em fevereiro deste ano, a Justiça de São Paulo concedeu liberdade provisória ao influenciador.
Ao analisar o pedido da defesa, a magistrada considerou que o acusado é primário e que a instrução criminal já colheu os depoimentos orais, restando apenas a juntada de laudo pericial.
Spalone havia tido a prisão preventiva decretada sob a justificativa de risco de fuga. No entanto, a juíza entendeu que medidas cautelares diversas seriam suficientes para garantir a aplicação da lei penal.
O que diz a defesa
Em nota, a defesa afirmou que ainda não teve acesso ao processo mas assegura que Spalone não integra o PCC. Veja:
“Eduardo Maurício, advogado de defesa de Gabriel Spalone, afirma que ainda não teve acesso ao processo já que o mesmo está em segredo de justiça, mas assevera que seu cliente não integra o PCC, e que irá pleitear a sua liberdade em audiência de custódia, e se o caso, a revogação de sua prisão preventiva.”
A CNN Brasil procurou a SSP (Secretaria de Segurança Pública) e aguarda retorno. O espaço segue aberto.

