Um incêndio de grandes proporções atingiu um prédio da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), na noite desta quarta-feira (7). Apesar de as causas da ocorrência ainda serem desconhecidas, publicações nas redes sociais associaram o incêndio a uma suposta ação de estudantes ligados à direita na universidade.
Em entrevista ao Bastidores CNN desta quinta-feira (8), Thiago Medina (PL-PE) refutou essa tese. Medina explicou que, no dia anterior ao incidente, na terça-feira (6), publicou um vídeo anunciando a criação de grupos no WhatsApp voltados a universitários contrários ao governo federal.
“A esquerda está utilizando a estrutura das universidades, os diretórios acadêmicos, para fazer campanha pró-Lula. Há vários grupos: ‘estudantes com Lula’, ‘UFPE com Lula’. Se eles podem fazer, a gente também pode fazer”, declarou.
Segundo ele, a iniciativa de unir estudantes de oposição resultou em mais de cinco grupos com mil participantes cada e rejeitou qualquer associação entre sua iniciativa e o incêndio.
Ele afirmou que, na mesma semana, já haviam ocorrido três incêndios na UFPE e que o próprio DCE (Diretório Central dos Estudantes) da universidade publicou um vídeo atribuindo a causa do sinistro a um ar-condicionado antigo, descartando origem criminosa.
“O que eles não falam é quem cortou o repasse de dinheiro para a Universidade Federal. Foi o Lula. Tem várias postagens da própria UFPE falando que eles não têm recursos, porque Lula não estava mandando”, afirmou.
Medina mencionou ainda que figuras como o deputado federal eleito Jones Manoel (PSOL-PE), a deputada estadual eleita Rosa Amorim (PT-PE) e a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) teriam divulgado informações que ele classificou como falsas sobre o caso.
Segundo Medina, ele recebeu capturas de tela de estudantes admitindo que espalhavam informações sabidamente incorretas com o objetivo de prejudicar a oposição durante o período eleitoral.
“Eles estão usando todas as ferramentas que eles têm para poder prejudicar a direita e Flávio Bolsonaro. Eles estão desesperados”, afirmou.
O deputado eleito também informou que sua equipe identificou pessoas que o apontaram como responsável pelo incêndio e que pretende processar todos os envolvidos.
Prioridades para o novo mandato
Thiago Medina tem 23 anos e cumpria mandato como vereador em Recife desde 2025. Ele foi eleito deputado federal por Pernambuco pelo PL com mais de 88 mil votos, o equivalente a 1,68% dos votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral.
Ele foi enfático ao abordar o fortalecimento do campo da direita no Congresso Nacional: “O Brasil cansou da esquerda, o Brasil cansou dessa falação ideológica que ninguém entende nada, ninguém aguenta mais”, afirmou.
Para ele, o eleitorado também demonstrou insatisfação com as pautas econômicas, citando a alta carga tributária e a insegurança pública como fatores centrais do descontentamento popular.
Sobre as principais pautas do próximo período legislativo, Medina apontou a segurança pública como a questão mais urgente. “A gente vive uma prisão a céu aberto”, afirmou.
Na avaliação dele, o crime organizado atua sem resistência efetiva por parte do governo federal. Além da segurança, Medina citou a reforma tributária como outro ponto central de atuação no Congresso.
Ele mencionou que entidades como a FIEPE (Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco), a FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e a FecomércioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) já se manifestaram contra a reforma.
“Quem gera renda e riqueza é contra essa reforma tributária. Eu acho que essas duas pautas vão ser as principais: segurança e poder refazer a reforma tributária ou, pelo menos, fazer uma forma que as empresas não sejam tão penalizadas”, concluiu.

