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Direita foi engolida pela extrema direita, diz Giovana Mondardo à CNN

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)

A deputada federal eleita por Santa Catarina Giovana Mondardo (PCdoB) afirmou, em entrevista à CNN Brasil nesta quinta-feira (8), que a direita tradicional e o centro foram “engolidos pelo extremismo da extrema direita”. Para ela, esses grupos aceitaram o bolsonarismo na tentativa de permanecer na política.

“Atribuo principalmente a uma espécie de covardia, inclusive, do próprio centro, da própria direita tradicional, que aderiu ao bolsonarismo para tentar se perpetuar e permanecer na política tradicional, mesmo diante dos desafios que sabia que a extrema direita representa para o Brasil e para os nossos estados”, declarou.

De acordo com Mondardo, o debate eleitoral passou por uma mudança entre 2022 e 2026. Antes concentrada na disputa entre Lula e Jair Bolsonaro, a discussão teria se deslocado para a identificação do eleitorado com a esquerda ou com a direita.

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“Em 2022, quando eu já fui candidata a deputada federal, esse era o debate: ‘Você é Lula ou Bolsonaro?’. Agora, em 2026, eu percebo que essa narrativa se deslocou para uma percepção: ‘Você é de esquerda ou é de direita?’”, afirmou.

Na entrevista, Mondardo disse integrar uma nova geração de políticos e defendeu a renovação do campo progressista para enfrentar um Congresso mais conservador.

“Faço parte de uma nova geração de políticos de Santa Catarina e do Brasil, me colocando à disposição para representar, na Câmara dos Deputados, uma nova esquerda, uma esquerda renovada”, afirmou.

Ela afirmou que a atuação na Câmara exigirá “muita combatividade”, energia e entusiasmo. Defendeu, ainda, que o enfrentamento político esteja acompanhado de propostas.

Campanha de Lula e emendas impositivas

A deputada eleita também comentou a reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outros jovens eleitos, nessa quarta-feira (7), voltada à discussão da campanha presidencial no segundo turno. Mondardo defendeu uma atualização tanto da comunicação nas redes sociais quanto da mensagem política.

“A gente, obviamente, vai precisar fazer um uso mais adequado das redes sociais, com uma presença do presidente”, afirmou.

Para ela, a mudança deve incluir o reconhecimento dos desafios enfrentados pelo governo e a discussão de temas como o orçamento público e o formato das emendas impositivas.

“A esquerda que chega à Câmara dos Deputados agora vai precisar ter ousadia de tratar de temas belicosos até mesmo para o nosso campo”, declarou.

 *Sob supervisão de Mayara da Paz