⚡ Últimas

VOLL é a 1ª da América Latina a conectar viagens corporativas à IA via MCP

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

Quem administra as viagens de uma empresa precisa saber onde os gastos estão concentrados, se as regras estão sendo cumpridas e como decisões de compra interferem nos custos. Para chegar a essas respostas, muitas vezes é necessário consultar sistemas diferentes e cruzar informações antes de fazer uma análise.

Sistemas de inteligência artificial já conseguem consultar esses dados e executar determinadas tarefas, além de responder às perguntas feitas pelos usuários.

É para simplificar processos como esse que a VOLL, maior agência de viagens e despesas corporativas da América Latina, desenvolveu uma nova versão de sua plataforma, agora com IA agêntica conectada a chats de IA via MCP.

Para trabalhar com informações da própria companhia, os agentes recorrem ao Model Context Protocol (MCP), padrão aberto que conecta modelos de inteligência artificial a sistemas e dados externos.

A tecnologia conecta informações de viagens e despesas corporativas da VOLL aos assistentes de IA adotados pelos clientes.

Na plataforma, o MCP dá a assistentes como ChatGPT, Claude, Gemini e Copilot acesso às informações autorizadas de viagens e despesas corporativas. A partir disso, é possível fazer perguntas diretamente nos chats de IA e contar com respostas a partir dos dados disponíveis na plataforma de gestão de viagens e despesas da VOLL.

Trata-se da primeira plataforma latino-americana do setor a disponibilizar sua inteligência de forma nativa por MCP.

Agentes dividem tarefas da operação

A plataforma foi desenvolvida com uma arquitetura multiagente. Há agentes dedicados a voos, hotéis, despesas e aprovações, coordenados por um agente supervisor, que direciona as demandas de acordo com a função necessária.

Essa divisão também delimita o que cada agente está autorizado a fazer. A empresa escolhe quais atividades ficam restritas à consulta nos chats de IA, quais são executadas automaticamente e quais exigem a aprovação de uma pessoa.

Os agentes seguem as políticas de viagem, os níveis de aprovação e as regras de cada centro de custo. Em operações internacionais, também consideram diferenças entre países, moedas e estruturas corporativas.

É o que caracteriza a chamada IA agêntica: sistemas capazes de executar tarefas, e não apenas responder a perguntas.

MCP conecta assistentes aos dados da empresa

A navegação é simples. O gestor faz uma pergunta em linguagem natural no ambiente que já utiliza, que se conecta aos dados da VOLL via MCP. Ali, consulta a relação entre antecedência de compra e ticket médio, identifica centros de custo que destoam da política, solicita gráficos sobre os gastos ou simula o impacto financeiro de uma alteração de regra antes de adotá-la, por exemplo.

Não é preciso construir previamente um dashboard para cada análise. O assistente consulta os dados disponíveis para aquele usuário e busca as informações necessárias para responder à solicitação.

As respostas também consideram características específicas da operação, como políticas internas e regras da companhia, além dos registros de viagens e despesas corporativas.

“O modelo de linguagem é apenas uma parte da equação. Para uma IA responder algo relevante para uma empresa, ela precisa entender o contexto daquele negócio. Nosso trabalho está justamente em estruturar esse contexto e disponibilizá-lo de forma segura”, explica Lucas Machado, CTO da VOLL.

Plataforma cruza dados de diferentes áreas

Orçamento, projetos e informações sobre funcionários estão em sistemas diferentes daqueles usados para administrar viagens. A plataforma de IA agêntica da VOLL também se conecta a bases internas do cliente, como ERP e CRM.

Na elaboração do orçamento do ano seguinte, por exemplo, o histórico de viagens registrado na VOLL pode ser analisado junto com dados do RH, sem que o gestor tenha de reunir manualmente planilhas mantidas por áreas diferentes.

“Não estamos criando uma nova camada de dados para alimentar a inteligência artificial. Estamos tornando acessível, dentro de um ambiente conversacional, aquilo que a empresa já possui e já pode consultar na VOLL. A diferença é que agora a interface entende a pergunta e encontra a informação”, diz Machado.

A tecnologia está em validação com clientes estratégicos de grande porte. As equipes dessas empresas participam da configuração das regras de negócio e da homologação técnica e de segurança. Os testes abrangem operações em diferentes países, moedas e estruturas corporativas.

Segundo a VOLL, a experiência desses clientes servirá para ajustar a arquitetura e definir novos casos de aplicação.

Acesso segue permissões definidas pela empresa

Na arquitetura da plataforma da VOLL, ligada por MCP, o agente opera na infraestrutura do próprio cliente. A empresa afirma que não acessa as perguntas feitas pelos usuários e que os agentes consultam somente os dados que aquele profissional já está autorizado a ver no ambiente administrativo da plataforma.

As mesmas permissões continuam valendo nas interações com a inteligência artificial. A VOLL também afirma que não utiliza dados dos clientes para treinar seus modelos.

“Conectar um sistema corporativo a uma IA não pode significar abrir mão do controle sobre o dado. Segurança e governança fazem parte da arquitetura desde o início. O dado pertence ao cliente e permanece sob seu controle”, afirma Machado.

Assim, os níveis de autonomia são definidos de acordo com as regras de cada operação. A configuração estabelece quais tarefas os agentes executam automaticamente e quais continuam sujeitas à aprovação de uma pessoa.

“A CNN Brasil não se responsabiliza pelo conteúdo deste publieditorial e pelas informações sobre os produtos/serviços promovidos nesta publicação”.
VOLL é a 1ª da América Latina a conectar viagens corporativas à IA via MCP — Radar Olhar Aguçado | Radar Olhar Aguçado