A Renault começou a produção da picape Niagara nesta quarta-feira (7) em sua fábrica de Santa Isabel, em Córdoba, na Argentina. A produção foi iniciada depois da revelação mundial do modelo, em 10 de setembro.
A picape é o 35º modelo fabricado na planta e a montadora afirma que ela marca uma nova etapa para sua operação industrial na América Latina. Brasil, Argentina e Colômbia são os principais mercados-alvo.
A chegada às lojas brasileiras está prevista para novembro deste ano e o preço ainda não foi divulgado. A Niagara é a sucessora da Duster Oroch e vai disputar o segmento das picapes médias com a Fiat Toro.
Fábrica modernizada

Para receber a picape, a fábrica passou por uma modernização que, de acordo com a empresa, envolveu 278 projetos. Eles vão de obras de infraestrutura e manutenção a melhorias nos processos produtivos. Mais de 60 robôs foram incorporados para o início da produção das carrocerias, junto com tecnologias que, segundo a montadora, aumentam a precisão, a qualidade e a eficiência.
Antes do início da produção, a picape passou por um dos programas de validação mais exigentes já feitos pela Renault na região. Foram mais de 800 mil quilômetros de provas de rodagem e mais de 50 mil horas de testes em diferentes condições de uso, para avaliar desempenho, durabilidade e confiabilidade.
Motor e mecânica
A Niagara usa a mesma plataforma RGMP dos SUVs Boreal e Kardian. O motor é o 1.3 turbo de injeção direta, que pode ser só a gasolina ou flex, conforme o mercado. Nas versões 4×2 e 4×4, são 156 cv com gasolina e 160 cv com etanol, e o torque máximo é de 270 Nm. O câmbio pode ser manual de seis marchas ou automático de seis velocidades, com dupla embreagem úmida.
Na 4×2, a força vai apenas ao eixo dianteiro. A 4×4, sem bloqueio de diferencial, pode transferir torque às rodas traseiras quando detecta perda de aderência ou exigência maior de tração. A picape tem modos de condução como Eco, Conforto, Esportivo, Inteligente, Lama-Areia e Off-Road.
A versão 4×4 Outsider automática tem 23,3 cm de altura livre do solo, contra 22,3 cm da 4×2.
Dimensões e caçamba

A Niagara tem 4,94 m de comprimento (4,91 m na 4×2), 2,96 m de entre-eixos e 1,72 m de altura. A caçamba tem 938 litros e suporta até 654 kg de carga. A capacidade de reboque é de 710 kg. Atrás dos bancos traseiros há um compartimento extra para objetos. A tampa da caçamba traz o nome do modelo.
Cabine e tecnologia

A picape tem central multimídia de 10,1 polegadas, painel digital de 10,2 polegadas e carregador de celular por indução. O sistema OpenR Link tem Google integrado e o assistente Gemini. A iluminação ambiente de LED pode ter até 48 cores.
O pacote de assistência ao motorista inclui:
- controle de cruzeiro adaptativo com Stop & Go;
- alerta e assistente de permanência em faixa;
- reconhecimento de placas;
- detector de fadiga;
- frenagem automática de emergência;
- alerta de ponto cego;
- câmera panorâmica de 360 graus;
- assistente de estacionamento.
Alguns itens, como capota elétrica e assinatura luminosa na grade, são acessórios. O encosto do banco traseiro tem inclinação de 25 graus.
Concorrência e a versão híbrida que falta

A Niagara estreia sem versão eletrificada. A Renault afirmou apenas que haverá uma Niagara híbrida “futuramente”, sem data. A empresa já disse que o sistema tracionará as rodas, ou seja, não será um híbrido leve (MHEV). A ausência da versão híbrida coloca a picape, por ora, contra as versões a diesel da Fiat Toro e da Ram Rampage, além da híbrida Ford Maverick.
Em novembro, mesmo mês da chegada da Niagara, também chega ao mercado a BYD Mako 4×2, picape híbrida plug-in derivada do Song Pro e produzida na Bahia. O segmento de picapes médias emplacou mais de 80 mil unidades em 2025.
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