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Congresso tratará de STF após presidências da Câmara e do Senado, diz Arko

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Congresso tratará de STF após presidências da Câmara e do Senado, diz Arko

O jogo de forças entre o Congresso Nacional e o STF (Supremo Tribunal Federal) tende a se intensificar após as eleições para a presidência da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, previstas para fevereiro. A avaliação é de Cristiano Noronha, vice-presidente da Arko Advice, que analisou o cenário político ao WW.

Segundo Noronha, existe espaço para alguma forma de acomodação entre as forças políticas em torno do que ocorre internamente no STF, mas esse espaço é limitado.

“O espaço é menor e eu imagino que a gente vai ter uma ação do Poder Executivo e do Congresso Nacional em direção ao Supremo”, afirmou.

Período de “teste de território” até fevereiro

Noronha avaliou que, até as eleições das Mesas do Legislativo, o que se observará é um movimento de reconhecimento de posições entre os atores políticos.

“Daqui até lá, o que a gente vai ver é esse tipo de teste de território, saber onde cada um está pisando e mandando os recados”, disse.

Para ele, a tensão inicial deve existir, mas se aprofundará somente após a definição de um novo comando nas casas legislativas, momento em que ficará claro se as pontes entre os poderes foram ou não construídas.

O vice-presidente da Arko traçou um paralelo histórico com o escândalo do Mensalão, ocorrido há cerca de 20 anos, quando também havia discussões sobre o impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e uma eventual acomodação política foi alcançada após revelações feitas em CPI.

Para Noronha, situações politicamente difíceis já foram superadas em Brasília, mas o contexto atual apresenta desafios mais complexos.

Impeachment de Alexandre de Moraes como ponto inegociável

O diretor de Jornalismo da CNN em Brasília, Daniel Rittner, trouxe informações sobre os movimentos da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência do Senado.

Segundo ele, integrantes da campanha afirmam que Jair Bolsonaro subiria a rampa no dia 5 de janeiro ao lado de Flávio, caso este seja eleito.

Dois caminhos estariam sendo considerados: a reapresentação de um projeto de anistia ampla após o segundo turno, com a expectativa de cooptar o Centrão — que anteriormente havia preferido a dosimetria à anistia ampla —, ou o processo de revisão criminal cuja relatoria seria de Kássio Nunes Marques.

No cálculo da campanha, haveria votos favoráveis de Kássio Nunes Marques, André Mendonça, Luiz Fux e possivelmente Dias Toffoli, faltando apenas um voto para formar maioria.

Quanto às negociações de Rogério Marinho com o Supremo, o relato foi de que a postura adotada é de manter boa relação com a instituição, sem atacá-la diretamente, mas com uma condição clara: “o impeachment do Alexandre de Moraes é inegociável”.

A avaliação é de que recuar dessa posição seria um estelionato eleitoral para parlamentares que se elegeram defendendo essa bandeira, o que inviabilizaria suas carreiras políticas em 2030.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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