O homem mais velho do mundo é brasileiro e supera em apenas um ano o segundo homem mais velho. Coincidentemente, ambos fazem aniversário no mesmo dia: 5 de outubro.
Nessa segunda-feira (5), os centenários desejaram parabéns um ao outro através de mensagens impressas em folhas de papel. O gesto foi compartilhado no blog do Guinness World Records, que reconheceu a rara longevidade de ambos em seu livro de recordes.
O cearense João Marinho Neto nasceu em 1912, 365 dias antes do australiano Ken Weeks. Eles têm 114 e 113 anos, respectivamente, e suas idades foram verificadas pelo comitê de validação da LongeviQuest.
O brasileiro de 114 anos
Em 2024, João foi oficialmente declarado o homem mais velho do mundo, após a morte do britânico John Tinniswood aos 112 anos.
Natural de Manguarape, ele se mudou com a família na infância para Apuiarés e, desde então, dedicou-se ao cultivo de grãos e à criação de gado. Aos quatro anos, João começou a ajudar o pai nas tarefas rurais; já adulto, ele assumiu os cuidados da Fazenda Massapê, herdada por sua primeira esposa.

Ao longo de dois casamentos, o fazendeiro teve sete filhos: Antônio, José, Fátima, Vanda, Vinícius, Jarbas e Conceição. Hoje, aos 114 anos, ele já conheceu 22 netos, 15 bisnetos e três trinetos.
À LongeviQuest, que investiga e registra depoimentos das pessoas mais velhas do mundo, João disse que o segredo da sua longevidade é “estar cercado de pessoas boas” e manter seus entes queridos próximos.
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Ken Weeks, o segundo homem mais velho do mundo
O australiano que desejou feliz aniversário a João Marinho Neto também tem uma história de vida marcada pelo trabalho. Em seus anos de atividade, ele atuou na construção civil, em um posto de gasolina, dirigindo caminhões e na linha de produção de uma fábrica de fósforos.
O perfil oficial de Weeks na LongeviQuest conta que, com apenas 1,50 metros de altura, Ken não pôde alistar-se ao exército e ficou de fora de ambas as Guerras Mundiais. Depois dos conflitos, ele abriu uma loja e oficina para vender e consertar rádios e equipamentos elétricos; décadas depois, transformou o espaço em um bar.
Seu último trabalho foi como motorista de ônibus escolar até se aposentar aos 65 anos. Mas o australiano não desacelerou: até os 98 anos, ele fazia todas as suas compras a pé, mesmo morando longe do centro da cidade. Ao completar 100 anos, ele comprou um triciclo elétrico para facilitar suas tarefas diárias.
Weeks contraiu Covid-19 aos 110 anos, mas sobreviveu sem complicações. Ele tem dois filhos, Ian e Noel, e viúvo: sua esposa, Jean, faleceu aos 75 anos em 1986.

