Os Prêmio Nobel de 2026 começaram a serem entregues nesta segunda-feira (5) e, até o momento, já foram anunciados os ganhadores de três catergoais: Medicina, Física e Quimica. O Brasil nunca ganhou o prêmio, mas já teve 215 indicações.
Apesar da falta de premiação durante os 125 anos de Nobel, o Brasil tem grandes representantes nas categorias de Física, Química, Literatura, Medicina, Paz e Ciências Econômicas.
Por isso, a CNN Brasil separou os brasileiros que já representaram o país em uma das maiores premiações do mundo. Veja abaixo quem são e como foram importantes na história:
César Lattes
Lattes recebeu sete indicações ao Nobel de Física entre 1949 e 1954. O cientista pode não ter recebido o prêmio, mas foi um dos responsáveis pelo estudo dos mésons que rendeu a Cecil Powell, chefe do laboratório onde ele trabalhava, o Nobel de Física, em 1950.
Por suas contribuições à ciência, seu nome foi dado à plataforma que reúne o histórico acadêmico de todos os cientistas e pesquisadores do Brasil, o Lattes.
David Bohm
Bohm recebeu uma indicação ao Nobel de Física em 1958. O físico estadunidense ganhou cidadania brasileira ao morar e dar aulas no país. É considerado um dos físicos mais importantes do século XX, com contribuições na área da teoria quântica.
René Wurmser
Wurmser recebeu três indicações ao Nobel de Química entre 1942 e 1958. O físico francês adquiriu cidadania brasileira ao passar uma temporada no país e fez contribuições na área da botânica e da biologia celular e molecular.
Fritz Feigl
Feigl recebeu 11 indicações ao Nobel de Química entre 1955 e 1969. O químico austríaco naturalizado brasileiro foi responsável por criar a Análise de Toque.
Carlos Chagas
Chagas recebeu duas indicações ao Nobel de Medicina em 1913 e 1921. Ele foi um médico sanitarista e infectologista que se destacou no combate à malária no Brasil. Também foi ele quem descobriu a tripanossomíase americana, que ficou mais conhecida como doença de Chagas.
Antonio C Fontes
Fontes recebeu uma indicação ao Nobel de Medicina em 1934. O médico e pesquisador se destacou por seus estudos sobre tuberculose.
Adolpho Lutz
Lutz recebeu uma indicação ao Nobel de Medicina em 1938. O médico e cientista foi pioneiro na medicina tropical e na pesquisa de doenças infecciosas no Brasil, ele publicou diversos trabalhos sobre febre tifóide, malária, esquistossomose, difteria, leishmaniose, hanseníase, entre outros.
Manoel de Abreu
Abreu recebeu indicações ao Nobel de Medicina entre 1946 e 1953. O médico e inventor foi responsável por desenvolver um método de tirar radiografias dos pulmões, como maneira de diagnosticar a tuberculose e outras doenças.
Carlos Drummond de Andrade
Drummond recebeu três indicações ao Nobel de Literatura, em 1967, 1969 e 1974. O poeta mineiro é considerado um dos principais nomes da literatura brasileira do século XX e teve uma obra marcada pela reflexão sobre o cotidiano, a existência humana e questões sociais.
Jorge Amado
Jorge Amado foi indicado ao Nobel de Literatura em diversos anos, a partir de 1967. O escritor baiano teve uma das obras brasileiras de maior alcance internacional, com livros traduzidos para dezenas de idiomas.
Josué de Castro
Josué de Castro recebeu indicações ao Nobel da Paz em diferentes anos entre 1953 e 1973. Médico, geógrafo, professor e pesquisador, ele dedicou grande parte de sua trajetória ao estudo da fome e da desigualdade.
Oswaldo Aranha
Oswaldo Aranha recebeu nove indicações ao Nobel da Paz em 1948. Diplomata e político brasileiro, ele foi indicado por seus esforços em favor da paz durante sua atuação como embaixador do Brasil nos Estados Unidos e por seu trabalho nas Nações Unidas.
Dom Hélder Câmara
Dom Hélder Câmara recebeu diversas indicações ao Nobel da Paz entre 1970 e 1975. Arcebispo de Olinda e Recife, tornou-se internacionalmente conhecido pela defesa dos direitos humanos, pelo combate à pobreza e pela oposição à violência como instrumento de transformação social.
Orlando e Cláudio Villas-Bôas
Orlando e Cláudio Villas Bôas foram indicados conjuntamente ao Nobel da Paz em diferentes anos, entre 1971 e 1974. Os irmãos ficaram conhecidos pela atuação junto aos povos indígenas do Brasil e pela participação na Expedição Roncador-Xingu.
Premiações do Nobel de 2026
O Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 2026 foi concedido aos cientistas Karl Deisseroth, Peter Hegemann e Georg Nagel, professores das universidades de Stanford, Humboldt e Würzburg, “por suas descobertas sobre canais iônicos controlados por luz e a optogenética”.
O vencedor do Prêmio Nobel de Física de 2026 foi anunciado na manhã desta terça-feira (6). O ganhador é o físico de partículas belga Francis Halzen, “por suas contribuições decisivas ao Observatório de Neutrinos IceCube e pela descoberta de neutrinos de alta energia de origem astrofísica”.
Já os laureados do Prêmio Nobel de Química de 2026 foram anunciados nesta quarta-feira (7). Os vencedores são Henri Kagan, da França, e Kenso Soai, do Japão, pela “descoberta de efeitos não lineares e autocatálise na síntese orgânica assimétrica”.
Ainda restam as premiações das seguintes categorias: Literatura, Paz e Ciências Econômicas. As cerimônias de anúncio dos ganhadores acontecem até a próxima segunda-feira (12).

