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Taxas dos DIs voltam a ceder sob influência da eleição e dos Treasuries

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Taxas dos DIs voltam a ceder sob influência da eleição e dos Treasuries

Após despencarem na ​véspera, as taxas dos DIs ​voltaram a cair nesta terça-feira (6), com a curva ainda sob efeito do resultado do primeiro turno da eleição presidencial, mas também reagindo ao recuo dos rendimentos dos Treasuries.

Às 10h07 a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de ⁠2028 estava em ​12,58%, em baixa de 8 pontos-base ante o ​ajuste de 12,663% da sessão anterior.

Na ponta longa ⁠da curva a termo, ⁠a taxa do DI para janeiro de ​2035 ‌estava em 12,635%, com queda de 16 pontos-base ante ⁠12,791%.

Na segunda-feira (5) as taxas dos DIs despencaram mais de 130 pontos-base nos vencimentos mais longos, em meio à euforia ‌dos investidores ⁠com o ‌resultado do primeiro turno, no qual o senador Flávio Bolsonaro (PL) ficou à frente do presidente Luiz Inácio Lula ⁠da Silva (PT) na disputa ⁠pelo Planalto.

Flávio é visto como um nome mais propenso a priorizar o ‌ajuste das contas públicas — ainda que seus planos para a área não sejam claros –, enquanto Lula enfrenta a desconfiança de uma parcela relevante do mercado.

Nesta terça-feira ‌as taxas dos DIs voltaram a ceder, em especial entre os vencimentos longos — mais sensíveis à questão ⁠fiscal e à movimentação dos investidores estrangeiros.

No exterior, os rendimentos dos Treasuries exibiam perdas, enquanto o petróleo Brent ​caía para a faixa de US$ 97 o barril, apesar da ​continuidade do conflito no Oriente Médio. Às 10h06 o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– caía 3 ‌pontos-base, a 5,277%.

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