O Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) revisou para baixo a projeção de superávit da balança comercial para o ano de 2026.
Na terceira previsão do ano, divulgada nesta terça-feira (6), a pasta estima um superávit de US$ 84,4 bilhões. Na previsão anterior, o saldo estimado era de US$ 90 bilhões para este ano.
Apesar da redução na estimativa, a projeção é superior ao resultado da balança comercial de 2025, quando o saldo acumulado no ano entre exportações e importações foi de superávit de US$ 68,3 bilhões.
Segundo o governo, as exportações devem atingir US$ 382,5 bilhões em 2026, frente a uma estimativa de US$ 394,4 bilhões na previsão anterior.
Já as importações são estimadas agora em US$ 298,1 bilhões, ante a previsão de US$ 304,4 bilhões.
Com isso, a corrente de comércio, que é a soma de exportações e importações, deve alcançar US$ 680,6 bilhões em 2026, uma queda em relação à projeção anterior, de US$ 698,8 bilhões.
Segundo o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão, quando a pasta fez a projeção do meio do ano, havia um crescimento de preços devido à guerra entre Irã e Estados Unidos, o que fez com que o preço do petróleo e vários produtos aliados do petróleo aumentassem.
“O modelo captou esse crescimento maior e depois esse movimento se arrefeceu, e resultou numa taxa de crescimento ainda significativa, mas um pouco menor do que ele estava captando neste primeiro semestre”, disse.
Na primeira previsão feita para esse ano de 2026, o Mdic previa que um volume de exportação recorde para o Brasil, de US$ 364,2 bilhões exportados, representando alta de 4,6% ante 2025.
Com isso, a previsão era também de um aumento no saldo da balança de 5,9%, chegando a US$ 72,1 bilhões no fim do ano.
Na ocasião, em abril deste ano, o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão, explicou que apesar das dificuldades no cenário internacional, com a eclosão do conflito no Oriente Médio, as informações já apontavam para um resultado positivo.
Neste mês de setembro, o Brasil registrou um superávit de US$ 7,7 bilhões, com alta de 146,4% em relação ao mesmo período de 2025, quando a balança registrou alta de US$ 3,1 bilhões.

