Em meio a um conjunto de bancos internacionais voltando os olhos para o Brasil, o Citi anunciou que aumentou seu posicionamento em ações brasileiras, considerando o resultado do primeiro turno das eleições gerais do país.
No domingo (4), o senador Flávio Bolsonaro (PL) encerrou à frente do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 47,03% contra 45,16% do petista.
No dia seguinte, o Ibovespa registrou o maior rali após uma primeira volta, com alta de mais de 7% e fechando pela primeira vez acima dos 200 mil pontos, chegando a marcar 209.605,70 na máxima, o maior nível intradiário já registrado.
Com o resultado, o Citi ressalta que plataformas internacionais de mercados preditivos agora precificam uma probabilidade de quase 90% de vitória de Flávio no segundo turno, em 25 de outubro.
Para o banco, o primeiro turno foi um sinal bullish – o “otimista” no jargão do mercado financeiro.
“Bolsonaro é o candidato mais favorável ao mercado, prometendo austeridade fiscal, privatizações, desregulamentação e cortes no IVA [Imposto sobre Valor Agregado]. O bom desempenho de seu partido no Senado deve facilitar a aprovação de sua agenda legislativa”, pondera o time de estratégia da casa, sublinhando o avanço da direita no Congresso como um fator que deve sustentar uma eventual goverabilidade de Flávio.
“Comparado ao atual presidente Lula, Bolsonaro é o candidato mais popular entre os investidores”, reforça.
O banco acredita na “maior continuidade dessas promessas”, optando por entrar antecipadamente no mercado brasileiro.
O posicionamento foi feito por meio de Bovespa e NTN-Fs (Nota do Tesouro Nacional série F) com vencimento em 2031 (sem hedge cambial).

