O PSD (Partido Social Democrático) decidiu adotar neutralidade na disputa presidencial do segundo turno e liberar diretórios estaduais, parlamentares e lideranças para definirem individualmente seu apoio entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
A decisão foi anunciada neste domingo (4) pelo presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, após o resultado do primeiro turno das eleições.
Em nota, Kassab afirmou que a direção nacional do PSD considera natural manter no segundo turno a mesma diretriz adotada durante a campanha, quando as instâncias estaduais tiveram liberdade para construir alianças.
“Cada diretório estadual, parlamentar, liderança partidária, filiados e militantes terão liberdade para definir seu apoio na eleição presidencial e em eventual disputa estadual”, afirmou.
A decisão ocorre após o candidato do partido à Presidência, Ronaldo Caiado, terminar o primeiro turno em quinto lugar. Após a votação, Caiado afirmou que conversaria com Kassab antes de definir seu posicionamento no segundo turno.
Na nota, Kassab voltou a elogiar a candidatura de Caiado e afirmou que o partido considera que o governador de Goiás apresentou um projeto qualificado para o país. Segundo o dirigente, a não eleição de Caiado representa uma oportunidade perdida para o Brasil.
Kassab também destacou o desempenho do PSD nas eleições legislativas. O partido elegeu cerca de 40 deputados federais, dois senadores e mais de 100 deputados estaduais, além de quatro governadores em primeiro turno. Outros dois candidatos do partido disputarão o segundo turno nos estados.
O PSD também conta com cerca de 1.350 prefeitos e 7 mil vereadores, segundo os números apresentados pelo presidente nacional da legenda.
A decisão de liberar os diretórios mantém aberta a possibilidade de diferentes setores do PSD apoiarem Lula ou Flávio Bolsonaro no segundo turno, sem uma orientação nacional única.

