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Mulher é detida nos EUA acusada de espionar para a China, dizem autoridades

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Mulher é detida nos EUA acusada de espionar para a China, dizem autoridades

O FBI, a agência federal de investigações dos Estados Unidos, prendeu no domingo (4) uma mulher da Califórnia acusada de atuar como “agente não registrada” da China e de ter supostamente vigiado o filho do presidente de Taiwan e sua família, segundo informaram autoridades federais.

Wanying “Heather” Zhang, de 34 anos, teria vigiado um parente próximo de uma autoridade do governo taiwanês após viajar para Seattle, em 2025, de acordo com uma denúncia federal.

A denúncia, assinada no sábado (3), alega que Zhang recebeu instruções de autoridades chinesas para coletar informações e tirar fotos do parente, cujo nome não é mencionado no documento.

O FBI afirmou, em uma publicação nas redes sociais, que Zhang estava vigiando o filho do presidente de Taiwan, Lai Ching-te, e sua família.

O Partido Comunista Chinês, que está no poder, considera Taiwan parte de seu território e se compromete a “unificar” a ilha com a China continental, pela força, se necessário.

O presidente Lai Ching-te é criticado pela China por defender a soberania de Taiwan. O governo chinês e a mídia estatal o atacam regularmente, rotulando-o como um separatista perigoso, “agitador” e “belicista”, ao mesmo tempo em que rejeitam suas repetidas ofertas de diálogo.

Zhang e uma pessoa referida como “Indivíduo 1” voaram de Las Vegas para Seattle em 1º de setembro de 2025 e dirigiram-se à casa do familiar, segundo informou o agente especial do FBI Kevin Holt na denúncia.

Imagens de uma câmera de segurança de um vizinho mostraram Zhang e o Indivíduo 1 esperando do lado de fora da casa do parente em um SUV preto alugado, de acordo com a denúncia.

Quando o parente e sua família chegaram em casa, Zhang e o Indivíduo 1 “moveram-se rapidamente dentro do SUV preto, pegaram o que pareciam ser seus telefones e os seguraram de uma maneira que indicava que estavam tirando fotos e/ou gravando vídeos da família”.

“[…] a localização e as fotos de familiares próximos de um alto funcionário do governo taiwanês, incluindo fotos de suas casas e carros, poderiam ser úteis para a República Popular da China” caso o governo chinês “desejasse obter influência sobre o presidente de Taiwan durante qualquer possível conflito”, diz o documento.

Zhang “coordenou a viagem com um colaborador e utilizou técnicas de espionagem para evitar ser detectada. Ela nunca notificou o Procurador-Geral de que atuava em nome de um governo estrangeiro, o que constitui um crime federal”, afirmou Bill Essayli, primeiro assistente do procurador federal do Distrito Central da Califórnia, em uma publicação nas redes sociais.

Ela comparecerá a um tribunal federal em Los Angeles nesta segunda-feira (5) para a audiência inicial, informou Essayli.

Karen Kuo, porta-voz do Gabinete Presidencial de Taiwan, condenou as supostas ações de Zhang, classificando-as como um caso de “repressão transnacional clássica”.

Sob a política de longa data de “uma só China”, os Estados Unidos reconhecem a posição chinesa de que Taiwan é parte da China, mas nunca reconheceram oficialmente a reivindicação do Partido Comunista sobre a ilha autônoma.

Não está claro se Zhang conta com um advogado. A CNN entrou em contato com o FBI, o Departamento de Justiça e a embaixada chinesa para obter mais detalhes.

*com informações de Josh Campbell, da CNN

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