Carlos Viana (PSD-MG) não conseguiu se reeleger senador em Minas Gerais. Com 99,85% das urnas apuradas, o parlamentar obteve mais de 3,5 milhões de votos — o que corresponde a 17,47% do total.
Foram eleitos para as duas vagas disponíveis Domingos Sávio (PL-MG), com 24,22%, e Marília Campos, com 19,43%.
“Não foi dessa vez. Ficamos muito perto. Nenhum desses votos foi em vão, e eu carrego cada um deles comigo. Parabéns ao Domingos Sávio, senador eleito. A direita mineira tem voz no Senado. Parabéns ao Flávio Bolsonaro. Tenho certeza de que será o próximo presidente do Brasil”, escreveu Viana nas redes sociais.
Trajetória política e profissional
Carlos Viana é jornalista e disputou nestas eleições um cargo eletivo pela quinta vez, sendo a segunda disputa para a posição de senador.
O parlamentar iniciou a trajetória eleitoral em 2004, quando foi candidato a vereador de Belo Horizonte pelo PSC (Partido Social Cristão) e ficou como suplente, com 3.298 votos.
Quatorze anos depois, em 2018, foi eleito senador pelo PHS, com 3,56 milhões de votos. Durante o mandato, passou por diferentes partidos.
Depois do PHS, filiou-se ao PSD, em 2019. Passou pelo MDB e, em 2022, ingressou no PL para disputar o governo de Minas Gerais. Na eleição daquele ano, recebeu 783.800 votos e não chegou ao segundo turno.
Em 2023, migrou para o Podemos e, no ano seguinte, concorreu à Prefeitura de Belo Horizonte, terminando a disputa com 12.712 votos.
Neste ano, retornou ao PSD para buscar um novo mandato no Senado, tendo Renata Rosa (Podemos-MG) como suplente.
Antes de ingressar na política, Viana construiu uma carreira de mais de duas décadas no jornalismo, tendo atuado como repórter e apresentador.
Entre agosto de 2025 e março de 2026, o senador presidiu a CPMI do INSS, comissão formada para investigar fraudes bilionárias envolvendo descontos irregulares nos pagamentos de aposentados e pensionistas.
Em março deste ano, Viana passou a ser alvo de uma apuração sobre R$ 3,6 milhões em recursos destinados, entre 2019 e 2025, à Fundação Oásis, ligada à Igreja Batista da Lagoinha.
O senador negou irregularidades e afirmou que as emendas foram destinadas aos fundos municipais de assistência social, cabendo às prefeituras indicar a entidade responsável pela execução dos recursos.
No registro da candidatura apresentado à Justiça Eleitoral, Viana declarou patrimônio de R$ 13,64 milhões, valor 282% superior aos R$ 3,57 milhões informados em 2024, quando concorreu à Prefeitura de Belo Horizonte.
*Com informações de Humberto Tozze

