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Análise: Direita avança nos estados e PL amplia força no 1º turno

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Análise: Direita avança nos estados e PL amplia força no 1º turno

O mapa dos governos estaduais revelou um cenário oposto ao da disputa presidencial. A continuidade prevaleceu em boa parte do país, com 20 estados definindo seus governadores já no primeiro turno, majoritariamente com gestores reeleitos para mais um mandato.

No entanto, o desempenho dos partidos foi altamente revelador de uma tendência política marcante. Segundo a análise do âncora da CNN Iuri Pitta, o avanço do PL e do campo da direita que apoia Flávio Bolsonaro pode ser classificado, em alguns casos, como um verdadeiro tsunami eleitoral nos mais variados estados do país.

Domínio do PL no Sul, Sudeste e Centro-Oeste

O PL conquistou a chamada “tripleta” na região Sul, elegendo três governadores já no primeiro turno: Sérgio Moro, no Paraná, Jorginho Melo, reeleito em Santa Catarina, e Luciano Zucco no Rio Grande do Sul.

Na região Centro-Oeste, apenas o Distrito Federal terá segundo turno, com Celina Leão disputando a reeleição contra Leandro Grass — e isso a despeito da crise do BRB, que tem conexão com as investigações do Banco Master.

Os outros três estados da região — Goiás, com Daniel Vilela; Mato Grosso, com Otaviano Pivetta; e Mato Grosso do Sul, com Eduardo Riedel — definiram seus governadores no primeiro turno.

No Sudeste, além da reeleição de Tarcísio de Freitas em São Paulo, considerada praticamente certa, chamaram atenção a arrancada de Douglas Ruas pelo PL no Rio de Janeiro e a vitória de Cleitinho Azevedo, do Republicanos, já no primeiro turno em Minas Gerais.

No Rio de Janeiro, porém, a situação jurídica da apuração ainda depende de como serão computados em definitivo os votos dados a Anthony Garotinho.

PT preserva espaço no Nordeste

Para o PT, a boa notícia foi conseguir manter governos que enfrentaram disputas acirradas, como na Bahia, no Ceará e na perspectiva de manter o governo do Rio Grande do Norte — embora o candidato petista tenha terminado em segundo lugar, ficando em vários momentos próximo da primeira posição.

Na corrida ao Senado, o PT elegeu as duas vagas na Bahia, com Rui Costa e Jaques Wagner, a despeito das investigações que pesam principalmente contra Jaques Wagner no caso Master.

Mudança de poder em Alagoas

Um dos movimentos políticos mais significativos ocorreu em Alagoas, estado tradicional na política brasileira. A eleição de JHC como novo governador — que toma posse em janeiro — quebrou a hegemonia do MDB da família Calheiros, que também perdeu a vaga ao Senado de Renan Calheiros.

Arthur Lira e a família de JHC emergiram como as novas forças dominantes no estado. Para a família Calheiros, restou o fato de que Renan Filho está no meio do mandato no Senado, com mais quatro anos pela frente.

No cenário geral, à exceção do Nordeste, prevaleceu a vitória do campo da direita e de um grupo de governadores mais próximos de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do que de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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