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À CNN, Carlos Portinho defende Marinho no comando do Senado e critica Paes

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
À CNN, Carlos Portinho defende Marinho no comando do Senado e critica Paes

O senador reeleito pelo Rio de Janeiro Carlos Portinho (PL) comentou a mudança no cenário do Legislativo nacional após a apuração da votação do primeiro turno das eleições, ocorrida neste domingo (4).

Em entrevista à CNN Brasil nesta segunda-feira (5), o político celebrou o aumento do PL (Partido Liberal) no Senado Federal e analisou a possibilidade de Rogério Marinho (PL-RN) ser o presidente da Casa Alta na próxima legislatura.

O nome de Marinho foi ventilado mais cedo pelo presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, que também conversou exclusivamente com a CNN Brasil.

Com 28 cadeiras, equivalente a 34,6% dos postos na Casa, Portinho aponta o poder que esse número tem em indicar um nome à Presidência, ou decidir isso com os partidos aliados.

A partir dessa possibilidade, o político destacou as qualidades de Marinho, mas também lembrou de outros aliados que poderiam ser apontados ao posto, como Tereza Cristina (PP-MS).

No entanto, segundo o senador, a discussão sobre o tópico não está no radar do partido, uma vez que ainda ocorrerá a disputa do segundo turno no cenário nacional, em que Rogério Marinho atua como coordenador nacional da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

Portinho também falou que o próximo presidente do Senado “não pode ter rabo preso” e apontou uma incapacidade do atual líder da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), em recuperar a “força do Senado Federal”.

“O próximo presidente do Senado não pode ter rabo preso, não pode ficar sujeito às chantagens do STF. Porque, senão, a gente não vai trazer de volta o equilíbrio, a harmonia e, principalmente, a independência dos Poderes. Por isso, qualquer um desses nomes que eu falei não teria nenhum nome que elevasse o Senado.”

“Nada contra o presidente Davi, mas acho que ele não tenha a capacidade, mostrou isso, de poder trazer de volta a independência, trazer de volta a força do Senado Federal dentro de suas competências que são constitucionais, legislativas, capturadas pelo STF e também nas suas relações”, completou.

Eleições no Rio de Janeiro

Em outro momento da entrevista, o senador também comentou a situação da definição do segundo turno ao governo do Rio de Janeiro, que está entre Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD).

Porém, caso o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decida definitivamente pelo indeferimento da candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos), que teve 3,17% dos votos, Ruas pode garantir a vitória no primeiro turno.

O ex-prefeito do Rio de Janeiro moveu a ação contra a candidatura de Garotinho e tomava a dianteira das pesquisas de intenções de voto. Mas, com os números alcançados por Ruas neste domingo, a manutenção da candidatura do político do Republicanos garante Paes no segundo turno.

Para Portinho, a instabilidade jurídica é “muito ruim para o país”. O senador fez críticas aos membros da campanha de Paes, que não poderiam “reclamar do veneno indo em sua direção”, em relação ao cenário atual.

“Douglas Ruas, sem os votos computados a Garotinho, está eleito governador do Rio de Janeiro no primeiro turno e acho que isso que deve prevalecer. Aqueles que usaram do veneno não podem reclamar do veneno indo em sua direção, porque foram eles que provocaram tudo isso. E eu me refiro a Eduardo Paes, que ele deve admitir. E o Poder Judiciário não pode ser uma massa de manobra de seus interesses.”

“O Poder Judiciário tem que ser autônomo, independente e tem que estar sempre certo em suas decisões técnicas. E, se as decisões foram pela inelegibilidade do Garotinho, como foi do Arruda em Brasília e em outros casos, tem que manter. Feio vai ficar se o Poder Judiciário se posicionar com o vento do momento, ou melhor, com interesse de outro candidato”, completou.

Após a entrevista, ainda na tarde desta segunda, o candidato do Republicanos desistiu de recorrer contra a decisão do TSE, o que pode dar um desfecho ao pleito do estado. Agora, cabe à Justiça Eleitoral se posicionar sobre o assunto.

*Sob supervisão de Lucas Schroeder

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